Nunca duvide do Rexona



O título deste post talvez seja a forma genérica, porém, mais precisa, para definir o time do Rexona-Sesc.

O time carioca mostrou muita força (técnica e mental) na noite de ontem, em Belo Horizonte, para superar um ginásio lotado e o Camponesa/Minas por 3 a 1 para forçar a realização do quinto duelo para a definição do segundo finalista da Superliga feminina.

Os dois primeiros sets foram completamente incompatíveis com uma semifinal deste porte. Muitos méritos do Rexona e quase um completo apagão do Minas. O 25 a 12 que abriu a partida parecia um duelo colegial. Erros infantis do time mandante, que não conseguia controlar os nervos, forjaram um atropelamento sem precedentes. Quando o placar apontou 12 a 1 era difícil acreditar no que se passava. E já ficava claro ali que a mudança feita por Bernardinho (Drussyla como titular na vaga de Anne Buijs) dava resultado.

Paulo Coco fez troca de várias peças, mas a performance do time, principalmente no ataque, não melhorava. Hooker, a bola de segurança de Naiane e depois Karine, não mostrava a eficiência de outros jogos. Enquanto isso Gabi e Drussyla não perdoavam. Na metade da parcial, o 14 a 7 já mostrava que a situação era praticamente irreversível. E foi. 25 a 18.

Com o a 2 no placar, em casa, o Minas relaxou. E começou a mostrar o vôlei que o fez chegar até a beira da decisão da Superliga. Jaqueline, com boa performance na defesa, acendeu o time. Hooker e Rosamaria começaram a virar bolas. O ginásio lotado incendiou e o jogo entrou no ritmo que se esperava no início: ponto cá, ponto lá. O 29 a 27 deu às donas da casa esperança de uma virada. O quarto set seguiu com o mesmo panorama até o 20º ponto. Ali apareceram boas defesas de Fabi e ataques certeiros de Gabi. O Rexona conseguiu abrir boa frente, suportou uma pequena reação mineira com Hooker no saque, até fechar em 25 a 23, em um rally de perder o fôlego. Drussyla ganhou, merecidamente, o troféu de melhor da partida.

O quinto e decisivo jogo será na sexta, às 20h, na Jeunesse Arena, no Rio. Imprevisível, já que nesta série quem jogou fora de casa venceu.



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