Números de Ágatha e Duda são ótimas credenciais para Tóquio-2020



O vôlei de praia é sempre uma aposta certeira do Brasil nas Olimpíadas. É assim desde 1996, quando o esporte entrou no programa olímpico. Para os Jogos de Tóquio, daqui a dois anos, uma dupla está bem cotada desde já.

Ágatha e Duda é a parceria nacional com os melhores resultados nesta metade de caminho. A conquista do World Tour Finals, torneio que reuniu os dez melhores times do Circuito Mundial 2018 em Hamburgo (ALE), no domingo, foi a cereja do bolo.

O resultado fez a dupla brasileira terminar na liderança do ranking mundial na temporada. Ágatha e Duda estão jogando juntas desde janeiro de 2017. E essa é uma vantagem competitiva em comparação com outras parcerias, já que a dança das cadeiras no vôlei de praia costuma ser frenética até um “casamento” vingar.

Festa brasileira em Hamburgo (FIVB Divulgação)

Desde o início da parceria, elas somam 12 semifinais em 20 torneios internacionais disputados. São cinco títulos: o Finals em Hamburgo, as etapas quatro estrelas de Itapema e Rio de Janeiro do Circuito Mundial, além de duas etapas do Circuito Brasileiro (Niterói e João Pessoa). Some-se a medalha de prata no Finals de 2017 e na etapa quatro estrelas de Moscou, na semana passada, além da etapa cinco estrelas de Fort Lauderdale, no ano passado.

O único ponto fora da curva foi a participação no Mundial de Viena, em 2017, com um 17º lugar.

Aos 35 anos, Ágatha é a voz da experiência da dupla. Vice-campeã olímpica em 2016 ao lado de Bárbara Seixas, ela é quase uma tutora para a jovem Duda, 20, apontada como a maior revelação do vôlei de praia brasileiro nos últimos anos e com títulos relevantes nas categorias de base.

– Foi um dos torneios mais difíceis que disputei, em alguns momentos ainda sou mais inexperiente e a Ágatha me ajuda demais. Foram situações na competição que ela fez a diferença e me permitiu ter tranquilidade quando errei alguma bola. Estamos trabalhando muito, é tudo bastante novo para mim, mas estou me divertindo muito – disse a sergipana Duda.

Ouroooooooooooo!!!!! Meu Deus que felicidade!!!! Difícil neste momento descrever o que a gente sentiu depois de vencer esta final! Que delicia!! Sensação maravilhosa depois de uma temporada longa, com torneios de altíssimo nível! Na foto lógico, só algumas imagens do momento, mas faltando é claro grande parte das pessoas que fazem parte desta conquista. ….. Obrigada galera pela torcida, pelas mensagens, esta semana vcs foram muito presentes neste torneio, foi muito legal ler tudo que vcs escreveram!!! E pra finalizar PORRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA 😂😂😂😂😂😂😂 • #timenissan #marinhadobrasil #teamON #mundobt #uselesaint @oakleybr @uvlineoficial @optimumnutrition_br @polarbrasil @polarglobal @naomaispelocopacabana #marinabarraclube @lightfoodway #top2020 #claro #embratel #todentro #esporteRJ #voleidepraiaRJ @zinzaneoficial #timezinzane #paranagua #timepetrobras

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– Duda é uma parceira excepcional e ainda é tão jovem. A vitória em Hamburgo encerra uma temporada muito boa e nos capacita para o futuro. Nosso próximo desafio é voltar para Hamburgo em junho do ano que vem para o Campeonato Mundial – emendou a paranaense Ágatha.

O título do Finais garantiu para a dupla o maior prêmio da história do vôlei de praia mundial: R$ 585 mil. E, mais do que a grana, a certeza de que Ágatha e Duda estão no caminho certo para Tóquio.

Outras duas duplas femininas terminaram a temporada no top 10: Maria Elisa e Carol, quartas colocadas em Hamburgo, ficaram em terceiro, enquanto Bárbara Seixas e Fernanda Berti terminaram em sétimo. Vale lembrar que cada país pode ter duas duplas por naipe nos Jogos Olímpicos.

No masculino, as constantes mudanças nas principais parcerias deixaram o Brasil fora do Finals de Hamburgo. No ranking atualizado nesta segunda-feira pela Federação Internacional, a “melhor” dupla é Evandro e Vitor Felipe, em 19º, com apenas seis torneios jogados. Alison e André Stein, com o mesmo número de aparições internacionais, está em 30º, com Pedro Solberg e Bruno Schmidt em 35º. Se as duplas forem mantidas na segunda metade do ciclo olímpico, é de se esperar que todos subam no ranking e passem a disputar colocações bem melhores a partir de 2019.

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