Nove vezes Brasil no Grand Prix



Eneacampeão. E com sobras.

O Brasil fechou com chave de ouro a participação no Grand Prix de 2013, com a quinta vitória por 3 a 0 no hexagonal final, e quebrando a invencibilidade da China.

Pela campanha em Sapporo (JAP), o ciclo olímpico para 2016 começou muito bem, independentemente do nível mostrado pelos adversários. Zé Roberto integrou algumas novas atletas no grupo bicampeão olímpico, destaque para Gabi, titular em toda a competição e que mostrou amadurecimento em sua primeira competição deste nível, e Monique, que se transformou em boa opção para a reserva da Sheilla. Bom ganhar novos nomes, já que algumas atletas não jogaram o GP, caso de Natália e Tandara, também têm potencial e aumentam a disputa interna por vagas.

Thaisa foi eleita a MVP  da fase final. A central, poupada em quase toda a fase preliminar, estava realmente voando. Numa pesquisa informal que fiz no Twitter, ela ficou atrás de Gabi e Fernanda Garay, empatando com Dani Lins. Sheilla também foi lembrada graças ao desempenho nos últimos jogos. Isso mostra que, desta vez, o Brasil não teve uma jogadora dominante na campanha. Algo muito positivo.

Vocês gostaram do que viram nas madrugadas?

PS – Excepcionalmente hoje, a Coluna Saque foi transferida da edição de domingo do LANCE! para a de segunda-feira. O motivo, mais do que nobre, falar desta conquista brasileira.

 



  • Cara

    Achei muito estranho ate demais as ultimas partidas do Brasil e as decisoes sis seus adversarios Bruno, pq as melhores servias foram poupadas do jogo contra o Brasil mas no jogo posterior foram utilizadas!!?? E a China nao colocou sua melhor jogadora pra jogar??! Se vc tiver uma explicação coerente e verdadeira por favor me dê… As meninas do Brasil realmente estao voando mas pra que essa facilidade das adversarias? :/

    • Cara

      me desculpe, pergunto a Daniel se ha uma explicação coerente?!

  • Leo

    Título mais que merecido. Nessas duas ultimas rodadas, com exceção das vitórias do Brasil, eu só passei raiva. O técnico sérvio disse que não usou força máxima contra o Brasil pq queria poupar as titulares para o europeu, então pq as usou contra a Itália? Vá se ferrar, Terzic. Vou torcer muito contra a Sérvia nesse Europeu. Lang Ping me surpreendeu negativamente. Tbm não usou o que tinha de melhor. Que raiva!!!! Sem Zhu, Hui e Hu, só Wang jogou pela China. Aquela bola que a Sheilla acertou na cara da jogadora chinesa tinha que ter acertado a Lang pra amassar mais ainda a cara dela. Usando suas forças máximas, China e Sérvia talvez perderiam pelo mesmo placar, mas seriam derrotas mais dignas, sem indícios de covardia. :@
    No mais, parabéns para as nossas meninas!

    • Luiz

      só tem uma explicação: esconder o jogo perto do Mundial. Vai ver ele tem uma arma que não quer mostrar agora.

      • Del Silva

        Acredito que foi para o Brasil não estuda-las e desenvolver estratégias contra elas, nos próximos confrontos. Vejam os a final de 2012 em Londres, onde o Brasil sempre estudou a libero Davis, sendo que só usou essas estratégia na final. Os outros times escondem suas armas, para que nos confrontos que valem mesmo elas detonarem.

  • Rafael

    Time consistente, constante, embora não tão renovado quanto algumas outras seleções – vide Estados Unidos. Mas as novas peças de reposição deram conta do recado. Gabi é realidade e em alguns momentos se mostra tão ou mais segura no passe e no ataque que Fernanda Garay. Monique, sem ser sensacional no ataque, tem bom fundo de quadra e inteligência nas ações (a gêmea Michelle mostrou os mesmos atributos nas suas breves participações).

    Como início de uma renovação, contudo, o Grand Prix deixa dúvidas quanto à condição de jogadoras na casa dos 30, caso de Fabi e Sheilla. Até 2016 elas seguirão contribuindo como hoje? E quem estará apta a substitui-las? O Campeonato Mundial do ano que vem certamente trará respostas, se imaginarmos que Natália, Tandara (e quiçá Jaqueline) serão reintegradas ao time.

    • Natália

      Seleção muito superior às demais, mas concordo, eu também queria ver uma seleção mais renovada,

  • Luciano

    Assisti todos os jogos, e o que percebi foi uma equipe coesa principalmente na segurança em relação ao passe, saque, bloqueio e defesa. Talento e qualidade são indiscutíveis, portanto o passe saindo o jogo flui.
    E uma equipe sem vaidades individuais vence em conjunto.

  • Newton

    Eu refleti muito sobre a postura dos adversários contra o Brasil. Poupar para os campeonatos regionais? Desdém pela competição? Falta de respeito? Cheguei à conclusão de que é mesmo reconhecimento da superioridade. Por que poupar só contra o Brasil e não contra os demais times? O time brasileiro, no momento, é superior aos demais times e, sabendo que iriam perder de qualquer maneira, os técnicos decidiram perder com as reservas ou com time mesclado do que passar pelo vexame da derrota acachapante. O Brasil não renovou porque não precisou. Renovação, por si só, não é necessária, só quando o time está ruim ou mal fisicamente, o que não é o caso do Brasil campeão olímpico. O Brasil está um grau acima. Veremos se isto permanece até o Mundial.

    • Afonso RJ

      Eu ia escrever um comentário, mas depois de ler esse aqui desisti. Para que me dar ao trabalho de digitar, se alguém já escreveu com todas as letras EXATAMENTE o que eu penso? Tanto em relação ao uso de reservas pelos adversários quanto à tão propalada “renovação”. Simplesmente dou congratulações e assino embaixo.

      • Del Silva

        Acredito que foi para o Brasil não estuda-las e desenvolver estratégias contra elas, nos próximos confrontos. Vejam os a final de 2012 em Londres, onde o Brasil sempre estudou a libero Davis, sendo que só usou essas estratégia na final. Os outros times escondem suas armas, para que nos confrontos que valem mesmo elas detonarem.

      • Pedro

        Pensou também não seria estratégia???? A unica derrota das brasileiras foi para a Bulgária, o time meus conhecido por nós… não seria isso uma estratégia visando conquistas futuras como o Mundial e a Olimpíadas…. pois elas poderiam usar o elemento surpresa contra o Brasil…. Lembramos os 3 anos que o EUA dominavam o volei feminino no mundo… e tiveram sua supremacia abalada na final olimpica. Zé Roberto já afirmou em entrevistas que durante estes 3 anos estudou a fundo o time americano!!! O que vocÊs acham????

  • sdfr

    Gabi, a revelação do ano! Thaisão MVP com justiça!. estamos bem de centrais, líbero e pontas (especialmente com a volta de Jaqueline). preocupa-me, entretanto, a oposta substituta (sheilla é titular absoluta). quem colocar? Natália? Tandara? ou será que surge outro fenômeno como Gabi?

  • Perikito

    Há males que vêm para o bem. O afastamento de Natália forçou a escalação da Gabi e nos comprovou que temos uma nova ponteira capaz de assumir uma das vagas deixada por Mari, Paula e Sassá.
    Infelizmente, o arrojo do Zé Roberto só se dá quando se vê perdido, sem opções. Em 2009, também primeiro ano de um novo ciclo, ele resolveu arriscar de cara a Natália de ponteira titular no Grand Prix, quando ela também era uma novidade, porque Paula tinha lesionado seriamente o joelho na Superliga. Não fosse isso, tão cedo Natália assumiria a titularidade ao lado da Mari.
    Garay só foi escalada como titular na seleção quando não havia mais jeito, e vivíamos uma fase de zica com as ponteiras.
    O que quero dizer com isso tudo é que falta ousadia na hora de escalar essas mulheres que se revelam na Superliga. Rosamaria, Ellen, Bia, Angélica e Letícia Hage só terão alguma participação no time principal se – Deus que nos livre e guarde – alguém estourar os joelhos. Monique, Michele, Adenízia, Juciely, Fabíola -as velhas novas jogadoras da seleção – estarão mais que trintonas em 2017, e eu quero só ver quem vai segurar a seleção, já que as “olímpicas” estarão mais que desgastadas. O momento é de começar a preparar as novinhas dando a oportunidade de jogarem ao lado das experientes, e não de ficar insistindo no de sempre.

    • Alex

      Muito bom seu comentário! Fato é que a nossa seleção não teve uma efetiva renovação e as “novas” que estivera lá, com exceção de Gabi, as gêmeas e ai vou até considerar Pri Daroit (embora já tenha tido uma breve participaçaõ em outros campeonatos), as demais são “velhas novas”. Tanto se fala em renovação, mas do time que ganhou o Grand Prix, só Gabi era nova, todas as outras estivem na campanha de Londres.
      Assim, se pensarmos que um time tão campeão como o Brasil será que precisa mesmo provar que é o melhor do mundo e faturar o campeonato? Não seria muito mais interessante colocar só jogadoras realmente novas num campeonato como esse ou até mesmo sul-americano, que não só os de menos expressão que foram jogados nas férias das veterenas, e ver os resultados que essas meninas conseguem atingir? Queria ver uma seleção no Grand Prix com Rosamaria, Ellén, Gabi, Bia, Angélia, Letícia Hage, Juliana Carijo, Priscila Heldes.

  • bsb

    Que vareio da seleção nesta fase final. Fiquei esperando mais da seleção chinesa, a Zhu no banco só pode ter sido explicada pela pouca idade e possível pressão em cima dela. No mais o time chinês continua ni mesmo nível. Os EUA precisam de sua força máxima para bater de frente com o Brasil, sem Hooker, Akirandewo e Larson não tem chances de títulos. A Sérvia tem tudo para ingressar no grupo dos que disputam os títulos é uma seleção forte e que vai dar ainda muito trabalho e a Rússia é sempre muito forte. Essas 4 seleções acho que vão monopolizar os títulos até 2016.
    Na nossa seleção acho que precisamos definir uma reserva imediata para a Fabiana que para mim foi a pior jogadora do Brasil nesta fase final. A Dani Lins precisa ser mais regular, distribuir melhor em alguns momentos e ter mais precisão no levantamento, mas acho que temos ainda a melhor seleção do mundo e a Sheilla voltou a ser a Sheilla que eu conheço.

  • Giovani

    O Brasil é de fato superior às demais seleções, mas achei uma falta de senso a Lang Ping e o Terzic não escalarem suas principais titulares contra o Brasil. Agora, de cara mesmo eu fiquei com as estatísticas de maiores pontuadoras: Ebata, do Japão, foi a segunda maior pontuadora da fase final e colocou para trás Brakocevic, Zhu e cia… E olha que ela só jogou 2 sets contra o Brasil e não entrou no jogo contra a Sérvia, além de não ser muito alta.

  • Rafael Cruzeiro

    Menos paixão, mais razão.
    Esse formato de jogos diários desgasta demais as atletas. Assim, na escalação das jogadoras além do técnico, existem as opiniões do médico, fisioterapeuta, fisiologista, preparador físico, estatístico etc. A Zhu estava muito desgastada (só ver a quantidade de bolas que ela bateu no GP) e como a China tinha poucas chances de vencer o Brasil, provavelmente, Lan Ping quis preservar seu jovem valor. O Brasil sofre menos, pois além das reservas terem dado conta do recado na fase preliminar e também quando entram nas partidas, o jogo é distribuído entre as atacantes, não se concentrando em apenas uma atleta.
    De toda forma, o título foi merecido, venceu o time que melhor combina talentos individuais com estratégia coletiva.
    Por fim, vale apena aqui fazer um pequeno balanço de nosso time:
    1. Thaisa, Sheila e Fabizinha – excelentes, não há o que comentar, crescem nos momentos decisivos e trazem segurança às demais. Fabizinha fantástica na recepção.
    2. Fê e Dani – ótimas. A Fê precisa apenas melhorar a recepção e a Dani, um pouco mais de regularidade na recepção e concentração no bloqueio, mais nada preocupante;
    3. Gabi – ótima. Muita personalidade, muita força e muito inteligente. Pega a bola com muita velocidade, não dando tempo do bloqueio se armar. Precisa treinar ( e muito) a bola de meio fundo, que é seu principal ponto fraco;
    4. Fabiana – ruim. Esteve todo o GP ( e também na última SL) em péssima fase. Distraída e fora de tempo. Ainda é ótima bloqueadora, mas preocupa sua postura, sinal de alerta.
    5. Monique – regular. Fez corretamente o seu trabalho, mas não traz segurança para a levantadora. Ainda causa dúvidas.
    6. Michele – bom. Entrou para sacar e fazer o fundo e cumpriu o seu papel.
    7. Adenízia e Juciely – bom. Foram importantes na fase classificatória para descansar as titulares e quando entraram na fase final deram conta do recado. Adenízia tem melhor ataque e a Jucy tem melhor bloqueio e velocidade. Com a má fase da Fabiana, pode ser que caia do céu uma posição para uma delas no time;
    8. Camilla – bom. cumpriu o seu papel no qualify para descansar a titular. Porém, a Fabi ainda está alguns degraus acima. Quem sabe até 2016.
    Um abraço.

MaisRecentes

Vaivém: Jaqueline no Hinode/Barueri



Continue Lendo

Cai o primeiro técnico após UMA rodada da Superliga



Continue Lendo

Luizomar e Rizola não conseguem vaga no Mundial



Continue Lendo