Noite de líberos, favoritas e Tifanny na Superliga feminina



A abertura da quarta rodada do returno da Superliga feminina foi marcada pela presença maciça de líberos entre as destaques dos jogos e a confirmação do favoritismo no resultado final.

Três líberos foram para casa com o Troféu VivaVôlei Cimed nesta sexta-feira: Dani Terra (Hinode/Barueri), Léia (Camponesa/Minas) e Vitória (Sesc).

Vitória, por exemplo, costuma substituir a campeã olímpica Fabi. Contra o São Cristovão/São Caetano, porém, ela saiu do banco para entrar no lugar da dominicana Peña no saque. Tecnicamente jogou como ponta, mas ainda assim entra na minha lista. Fez o fundo de quadra nas três parciais do triunfo por 3 a 0 (25-18, 25-21 e 25-21) e foi decisiva:

Vitória com o prêmio de melhor em quadra (Divulgação)

– Fiquei muito surpresa e feliz com esse reconhecimento. É sempre importante que a gente esteja preparada para, quando precisar, ajudar a equipe de outras formas. Neste caso, além da defesa, sempre treino saque para atuar quando o time precisa. É um sentimento muito legal poder sair do banco e contribuir dessa forma – comentou Vitória.

Monique foi a maior pontuadora do time carioca: 17 acertos. Os três pontos deixaram o Sesc momentaneamente na liderança, já que o invicto Dentil/Praia Clube tem dois jogos a menos.

Em Belo Horizonte, Léia, com grande atuação defensiva, foi a melhor em quadra na vitória do Camponesa/Minas sobre o BRB/Brasília Vôlei também em sets diretos: (25-17, 25-8 e 25-22).

A ponteira Rosamaria e a oposta Hooker foram as maiores pontuadoras da partida, com 14 acertos. O Minas ainda não estreou a americana Newcombe, mas vem mostrando evolução no returno.

Rosamaria no ataque contra o Brasília (Divulgação)

Já em Valinhos, o Hinode/Barueri teve a líbero Dani Terra escolhida como a melhor da partida na vitória sobre as donas da casa também por 3 a 0: 25-20, 25-18 e 25-19.

– Estamos fazendo bons jogos no returno, vencendo partidas importantes sem perder sets, o que pode fazer muita diferença lá na frente. Isso dá muita força para continuarmos evoluindo. Fiquei surpresa com o troféu VivaVôlei, porque não é comum líbero ganhar. Vai ficar na minha memória – disse Dani.

Edinara, titular no primeiro e segundo sets, marcou 17 pontos. A polonesa Skowronska, que a substituiu no terceiro, anotou mais sete.

Comemoração do Barueri em mais uma vitória (Divulgação)

Nos outros dois jogos da rodada, um pouco mais de emoção. No Ginásio do Pinheiros, o time da casa vendeu muito caro a vitória para o favorito Vôlei Nestlé, caindo apenas no tie-break: 25-22, 26-28, 25-22, 22-25 e 15-13.

Tandara, de volta após se recuperar de um torcicolo, ganhou o VivaVôlei Cimed após anotar 26 pontos. Bruna Honório fez 25 para a equipe da capital paulista.

Tandara foi decisiva contra o Pinheiros (João Pires/Divulgação)

– Jogar aqui no Pinheiros é sempre muito difícil e tecnicamente acredito que foi um bom jogo, com as duas equipes buscando a vitória. Nossa equipe precisa de jogos assim, disputados, sofridos e que saiamos vitoriosos. No primeiro turno vivemos situações assim e nem sempre ganhamos. Agora estamos lutando e transformando essa luta em vitória e isso é importante para o crescimento da equipe – analisou o técnico Luizomar de Moura.

Por fim, Bauru passou em casa pelo Sesi, única equipe ainda sem vencer na competição, por 3 a 1: 25-19, 24-26, 33-31 e 25-12.

Mais uma vez sem Paula Pequeno, lesionada, o time do interior teve Tifanny como destaque, com 21 acertos. Ela ficou um atrás de Palácio, a maior pontuadora.

Tifanny soma 90 pontos em 18 sets disputados. Com a média de cinco pontos por parcial, ela lidera a estatística da competição, à frente de Tandara (4,91) e Bruna Honório (4,61).

– Nosso sistema de jogo funcionou perfeitamente até a parte final do segundo set, quando cometemos muitos erros e trouxemos o Sesi pro jogo. Tínhamos construído vantagem grande, mas cometemos erros atrás de erros, ficamos ansiosos em fechar o set e isso trouxe o Sesi ao jogo. Eles já começaram o terceiro set no nível em que terminaram o segundo. Foi um jogo muito duro e somente no quarto set conseguimos restabelecer nosso sistema de jogo novamente – analisou o treinador Fernando Bonatto.

Vale lembrar que as duas equipes serão parceiras na próxima temporada.

Na classificação geral, o Sesc soma 40 pontos, um a mais do que o Praia (com dois jogos a menos). Com 33, o Vôlei Nestlé vê o Camponesa/Minas pelo retrovisor com 31 pontos. O Flu segue em quinto com 24, mesma pontuação do Barueri. O Bauru, em alta, soma 23 e está em sétimo, cada vez mais distante do Pinheiros, que fecha o G8 com 19.



  • Senhor Omar – Trágico

    Eu deixei de ver superliga feminina. Se for pra ver homem jogando contra as mulheres.. eu prefiro ver o volei n la versão masculina..que é equilibrado.

    • L. Mesquita

      Os seguintes especialistas do Comitê Olímpico Internacional(COI) em reunião em Lausanne,Suíça definiram os critérios necessários para que uma atleta possa competir no gênero feminino:
      1.Prof Dr Uğur Erdener Chairman, IOC Medical & Scientific Commission
      2.Prof Arne Ljungqvist Former Chairman, IOC Medical Commission
      3.Dr Stéphane Bermon Monaco Institute of Sports Medicine & Surgery, IAAF Medical &Scientific Senior Consultant
      4.Michael Beloff, QC Barrister, Blackstone Chambers
      5.Prof Gerard Conway Professor of Clinical Medicine, University College London
      6.Prof Myron Genel Professor Emeritus of Pediatrics and Senior Research Scientist,Yale Child Health Research Center,Yale University School of Medicine
      7.Ms Joanna Harper Chief Medical Physicist,Radiation Oncology,Providence Portland Medical Center
      8.Prof Angelica Linden,Hirschberg Department of Woman & Child Health,Division of Obstetrics & Gynecology,Karolinska Institutet
      9.Prof Dr Maria Jose Martinez Patino,Faculty of Sport Sciences,University of Vigo
      10.Prof Martin Ritzén Professor Emeritus,Dept of Woman and Child Health Karolinska Institutet
      11.Dr Eric Vilain Professor of Human Genetics,Pediatrics and Urology Director,Center for Gender-Based Biology Chief,Medical Genetics,Department of Pediatrics Co-director,Clinical Genomic Center David Geffen School of Medicine at UCLA
      12.Jonathan Taylor Partner,Bird & Bird
      13.Liz Riley Barrister,Bird & Bird
      14.Dr Robin Mitchell Vice-Chair,IOC Medical & Scientific Commission
      15.Dr Rania Elwani Member,IOC Medical & Scientific Commission
      16.Dr Vidya Mohamed-Ali Member,IOC Medical & Scientific Commission
      17.Prof Yannis Pitsiladis Member,IOC Medical & Scientific Commission
      18.Dr Richard Budgett IOC Medical & Scientific Director
      19.Dr Lars Engebretsen IOC Head of Scientific Activities
      20.Christian Thill IOC Senior Legal Counsel
      Todos esses especialistas,vindos de várias partes do mundo chegaram a um consenso que MULHERES TRANS,HERMAFRODITAS ou com HIPERANDROGENISMO para competir no gênero feminino em eventos do COI como OLIMPÍADAS de verão ou inverno,deverão:
      -demonstrar que seu nível total de testosterona no soro sanguíneo está abaixo de 10 nmol/litro.
      -Para evitar a discriminação,se não for elegível para a competição feminina,o atleta deve ser elegível para competir na competição masculina.
      Esses especialistas afirmam que a aparência de uma genitália,assim como a quantidade de cromossomos X ou Y não definem sob qual gênero um indivíduo deve competir, mas sim a quantidade de testosterona no sangue que deve ser menor que 10 nmol/litro para competir no feminino.
      Caso Érika Coimbra:A jogadora do Hinode Barueri teve que ser cortada do Mundial Juvenil de 1997 depois de apresentar concentração de testosterona no sangue acima do permitido para competir no feminino.Érika teve que se submeter a uma cirurgia para correção de disfunção hormonal que a fazia produzir muita testosterona.Na época a impressa cogitava que Érika era hermafrodita e foi perseguida por muitas pessoas que achavam que ela não deveria disputar a Superliga.Érika foi afastada,fez tratamento por um ano e retornou às competições femininas,foi convocada por Bernardinho e conquistou o Bronze nas Olimpíadas de Sydney-2000.
      Caso Edinanci:Em 1996,às vésperas das Olimpíadas,aos 19 anos,a judoca descobriu-se hermafrodita.Tinha testículos internos que aumentavam sua concentração de testosterona.Com o crescimento desses órgãos,o útero acabou atrofiado.Tanto que ela nunca menstruou.A família jamais a questionou sobre o fato,porque não se falava em questões tão íntimas em casa.Aconselhada por médicos,foi operada para a retirada dos testículos e do útero.“Eles me disseram que eu corria o risco de desenvolver um câncer se não fizesse a cirurgia.Fiz por uma questão de saúde,porque de resto nunca me incomodou em nada”,disse Edinanci.Assim como aconteceu com Érika,a imprensa marrom e pessoas maldosas não perdoaram e não perderam a oportunidade de pegar Edinanci para Cristo.“O que eu senti mesmo foi pelos meus pais.Eles acabaram sofrendo muito com a forma como exploraram tudo.Me informei bastante sobre o problema e expliquei para a minha família,que entendeu o que aconteceu comigo,mas na época o sofrimento de todos foi grande”.”Comigo fizeram o maior oba-oba.Tiveram comportamento de bando.Um gritou e o resto foi atrás”.Edinanci virou um caso do jornalismo abutre,baixo e rasteiro.No boca a boca,foi alvo preferencial dos “donos da verdade”.E como é duro aos resistentes à diferença ver a glória de quem eles não querem e não se permitem enxergar.A bicampeã pan-americana(2003,2007) e Bronze em dois Mundiais(1997,2003),nunca conseguiu sossego.Com isso tudo,porém,não há relatos de que tenha discutido com repórteres,recusado respostas ou levantado a voz para quem quer que seja. Não há relatos de que tenha perdido a cabeça.A Tifany agora é bola da vez,porque algumas pessoas tem muito mais prazer na DISCRIMINAÇÃO do que na ACEITAÇÃO DA DIFERENÇA.Vale ressaltar que Tifany tem menos testosterona do que o exigido pelo COI e não tem impedimento nenhum de competir no feminino.Ao contrário,a Federação Russa foi banida das Olimpíadas de Inverno e das Paralimpíadas por doping institucionalizado do próprio governo.

      • AfonsoRJ

        Não tenho saco nem tempo para ficar pesquisando na internet o nome e currículo de cada especialista que é contra a participação de transsexuais em competições femininas. Mas pelo que já vi na mídia, são muitos, entre os quais me incluo (sou sim especialista no assunto). Considera-se que baixos níveis de testosterona não é um critério suficiente para equiparar fisicamente um(a) transsexual a uma mulher. E, já começando a ficar repetitivo, faço questão de frisar que não se trata de discriminação, preconceito ou homofobia, como você insinua. É apenas uma questão de justiça por alguém estar levando uma vantagem indevida sobre as demais atletas.

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