No tie-break, Brasil vira sobre EUA e se classifica



Classificado antecipadamente. Este é o Brasil no Grand Prix após o jogo desta sexta-feira contra os Estados Unidos. Em Bangcoc, na Tailândia, a Seleção precisou de cinco sets para vencer de virada, parciais de 29-31, 22-25, 25-22, 25-19 e 15-10.

O resultado garante  a classificação verde-amarela para as fase final, com duas rodadas de antecipação, ao chegar a 20 pontos. Diante de República Dominicana e Tailândia, as duas últimas colocadas, sábado e domingo, José Roberto Guimarães poderá rodar o time e testar as reservas para o hexagonal que decidirá o título, no Japão. Para as americanas, a derrota deixa ainda mais complicada a classificação, já que elas iniciaram a rodada na sexta posição geral e apenas mais três vagas estão em disputa.

Na reprise da partida da semana passada, em São Paulo, Brasil e Estados Unidos fizeram um primeiro set muito equilibrado e de altíssimo nível.  Uma parcial parecida com o terceiro set do duelo de domingo. A diferença foi que, desta vez, as mudanças de José Roberto Guimarães não surtiram efeito e as americanas foram bem mais consistentes no ataque. Kiraly entrou em quadra com Robinson no lugar de Hill, que foi o alvo dos saques brasileiros no confronto anterior. Já a Seleção manteve sua base titular.

Sheilla no ataque diante dos EUA (Divulgação/FIVB)

Sheilla no ataque diante dos EUA (Divulgação/FIVB)

Com o jogo igual até o fim, o Brasil chegou a ter um contra-ataque para fechar, mas uma falha da levantadora reserva Fabíola impediu. A oposto Tandara  também falhou ao ser bloqueada pela levantadora Glass e ao errar uma largadinha. Com tantas falhas na reta final do set, o Brasil foi castigado pelos ataques da oposto canhota Murphy e saiu atrás.

A derrota fez estrago na concentração brasileira e o início do segundo set foi catastrófico. Passe ruim, bolas altas nas extremidades, falta de paciência para atacar e um show de bloqueio dos EUA. E assim uma longa vantagem começou a ser aberta logo de cara. Zé trocou Garay por Natália, além de apostar em Andreia (e não Tandara) na inversão do 5-1. Mas o controle americano no jogo foi mantido, com o set sendo fechado por mais um erro, desta vez no saque, de Natália.

O Brasil voltou com seu time titular no terceiro set e esteve no comando do placar do início ao fim. Sheilla teve um melhor aproveitamento no ataque, recebendo bolas decisivas.  O passe deu uma estabilizada e Dani Lins pode usar mais as bolas com Thaisa, a jogadora mais regular do time nesta sexta-feira. Fabiana, outra bola de segurança, estava apagada no block e no ataque. Ainda assim, o Brasil conseguiu dominar os nervos, mantendo a vantagem até o fim, para diminuir o prejuízo. Nos fundamentos, a grande diferença foi o bloqueio, com as americanas tendo o dobro de pontos das brasileiras (14 a 7).

O quarto set também foi equilibrado, com os times se revezando na frente do placar, mas sem abertura de mais de dois pontos de frente. A construção do empate aconteceu após dois ataques de Fabiana e outro de Dani Lins, fazendo o Brasil abrir 17 a 15.  E, com a defesa recuperando várias bolas, o Brasil foi abrindo mais vantagem até fechar em 25-19 e levar a decisão para o tie-break. E percebam que o número de bloqueios passou a ser 15 (EUA) e 12 (BRA).

No tie-break, a Seleção manteve o domínio dos sets anteriores, ficando sempre à frente do placar o tempo todo. Thaisa, uma gigante na partida, terminou o duelo com 24 pontos, cinco deles no block, fazendo com o fundamento terminasse em 16 a 15 para o Brasil, algo impensável no fim do segundo set. Murphy, com 26, liderou as americanas.



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