No Pré-Olímpico feminino, Turquia e Rússia perto das semifinais



Para delírio da fanática torcida local, a Turquia ficou bem perto das semifinais do Pré-Olímpico feminino, que está sendo disputado em Ankara.

Nesta terça-feira, vitória por 3 a 1 sobre a Alemanha, parciais de 27-25, 23-25, 25-16 e 25-17. A central Akman foi a maior pontuadora com 18 pontos, oito deles no bloqueio. O time alemão todo fez apenas quatro pontos neste fundamento.

Comemoração turca em Ankara (CEV Divulgação)

Comemoração turca em Ankara (CEV Divulgação)

A Turquia soma assim seis pontos no Grupo A, com as alemãs vindo a seguir com dois (em dois jogos). Holanda (um) e Croácia (zero) têm um jogo a menos.

Nesta quarta, as turcas enfrentarão a Holanda. O outro jogo será entre Alemanha e Croácia.

A Rússia também conquistou o segundo triunfo. Pelo Grupo B, vitória por 3 a 1 sobre a Itália, parciais de 25-16, 23-25, 25-19 e 25-21. Kosheleva e Goncharova somaram 38 pontos (20 e 18 respectivamente). Pela Azzurra, com uma atuação sofrível no passe e sem consistência no ataque, Guiggi e Del Core fizeram oito pontos cada.

Goncharova encara o block italiano (CEV Divulgação)

Goncharova encara o block italiano (CEV Divulgação)

E olha que as russas vinham de um tie-break na segunda-feira e as italianas haviam folgado.

No outro jogo do grupo, a Bélgica estreou vencendo a Polônia por 3 a 1 (25-19, 16-25, 27-25 e 25-18). Chama a atenção o equilíbrio na pontuação das belgas (Leys, Heyrman e Aelbrecht com nove pontos, um a mais do que Van Hecke).

Os resultados deixaram a Rússia isolada na ponta com cinco pontos, seguida por Bélgica (3), Polônia (1) e Itália (0). Nesta quarta, duelarão belgas e italianas, jogo que pode até decretar a eliminação da Azzurra em caso de novo revés.

Vale ressaltar que apenas o campeão se garante na Rio-2016. Segundo e terceiro colocados irão disputar as últimas vagas olímpicas no Pré-Olímpico Mundial.

 

 



  • Matheus Rodrigues

    Essa seleção turca, na minha opinião, é a grande favorita para conquista da vaga olímpica através deste torneio pré-olímpico em Ankara – turquia. Conta com jogadoras muito experientes que, por serem muito exigidas nos seus clubes ( há de se salientar que a base da seleção é formada por jogadoras do fenerbahce, vakifbank e eczacibasi, 3 dos melhores clubes do mundo, na atualidade), acabam levando essa cobrança para a seleção. Elas são acostumadas com a pressão, já que jogam num campeonato disputadíssimo que é o compeonato e a copa turca, além da grande competição mundial interclubes que é a Champions League. Sinceramente, é uma seleção que tem um padrão de volume de jogo e uma relação entre saque e bloqueio muito fortes. A turquia, confirmando o favoritismo e garantindo o passaporte para o Rio-2016, tem potencial para ir longe na competição. Mas … como nem tudo são flores, há de se considerar q os pontos fracos das turcas certamente serão mirados e levados em consideração pelos esquemas táticos das outras seleções ( especialmente Brasil e EUA, que tem comissões técnicas de respeito, estrategistas). Recepcionando o saque, elas são um tanto vulneráveis: apesar de toda a categoria e habilidade da DARNEL e a presença de uma líbero que definitivamente gosta de varrer a quadra como é a KHARADAI ( creio que o nome dela se escreva mais ou menos assim), ambas não são exímias passadoras. A DARNEL , como já era de se esperar, por ser de natureza uma jogadora oposta, e não ponteira passadora. Dessa forma, o segredo é mirar o saque nela quando ela estiver no fundo para recepcionar. Não bastasse isso, a OSZOY que, em situações normais de jogo deveria assumir a responsabilidade no passe, também demonstra muita vulnerabilidade neste fundamento. A AYDEMIR bem que tenta imprimir velocidade e facilitar a ação ofensiva das jogadoras de extremidade, mas não dá pra jogar o tempo inteiro com bolas empinadas nas pontas, ainda mais quando o bloqueio chega bem montado. OBSERVAÇÕES: a ERDEM deitou e rolou na bola china no jogo de hoje contra a Alemanha. A BRINKER, ponteira alemã na marcação sobre a central turca, o máximo que conseguiu fazer foi amortecer algumas poucas bolas. A AYDEMIR, cascuda e sábia levantadora como é, forçou mesmo o jogo com essa jogada eficiente, trabalhando com objetividade nos momentos de maior pressão. A AKMAN pontuou bastante sim, mas em muitas bolas de xeque, já que ela é muito alta e, na marcação 1 contra 1 ela é soberana. Por sinal, esse equilíbrio entre uma central mais alta com grande impulsão nos bloqueios ( apesar de ser mais lenta), com a Akman, somado à velocidade da outra central ( apesar do menor alcance nos bloqueios), com a ERDEM, é outro diferencial dessa seleção turca. Ambas conseguem ser eficientes na rede e a ERDEM, apesar da baixa estatura, chega muito rápido nas marcações de ponta no bloqueio. A ”mãozinha” dela não vai tão alto mas está ali preenchendo muito bem os espaços.

  • Matheus Rodrigues

    Essa seleção turca, na minha opinião, é a grande favorita para conquista da vaga olímpica através deste torneio pré-olímpico em Ankara – turquia. Conta com jogadoras muito experientes que, por serem muito exigidas nos seus clubes ( há de se salientar que a base da seleção é formada por jogadoras do fenerbahce, vakifbank e eczacibasi, 3 dos melhores clubes do mundo, na atualidade), acabam levando essa cobrança para a seleção. Elas são acostumadas com a pressão, já que jogam num campeonato disputadíssimo que é o compeonato e a copa turca, além da grande competição mundial interclubes que é a Champions League. Sinceramente, é uma seleção que tem um padrão de volume de jogo e uma relação entre saque e bloqueio muito fortes. A turquia, confirmando o favoritismo e garantindo o passaporte para o Rio-2016, tem potencial para ir longe na competição. Mas … como nem tudo são flores, há de se considerar q os pontos fracos das turcas certamente serão mirados e levados em consideração pelos esquemas táticos das outras seleções ( especialmente Brasil e EUA, que tem comissões técnicas de respeito, estrategistas). Recepcionando o saque, elas são um tanto vulneráveis: apesar de toda a categoria e habilidade da DARNEL e a presença de uma líbero que definitivamente gosta de varrer a quadra como é a KHARADAI ( creio que o nome dela se escreva mais ou menos assim), ambas não são exímias passadoras. A DARNEL , como já era de se esperar, por ser de natureza uma jogadora oposta, e não ponteira passadora. Dessa forma, o segredo é mirar o saque nela quando ela estiver no fundo para recepcionar. Não bastasse isso, a OSZOY que, em situações normais de jogo deveria assumir a responsabilidade no passe, também demonstra muita vulnerabilidade neste fundamento. A AYDEMIR bem que tenta imprimir velocidade e facilitar a ação ofensiva das jogadoras de extremidade, mas não dá pra jogar o tempo inteiro com bolas empinadas nas pontas, ainda mais quando o bloqueio chega bem montado. OBSERVAÇÕES: a ERDEM deitou e rolou na bola china no jogo de hoje contra a Alemanha. A BRINKER, ponteira alemã na marcação sobre a central turca, o máximo que conseguiu fazer foi amortecer algumas poucas bolas. A AYDEMIR, cascuda e sábia levantadora como é, forçou mesmo o jogo com essa jogada eficiente, trabalhando com objetividade nos momentos de maior pressão. A AKMAN pontuou bastante sim, mas em muitas bolas de xeque, já que ela é muito alta e, na marcação 1 contra 1 ela é soberana. Por sinal, esse equilíbrio entre uma central mais alta com grande impulsão nos bloqueios ( apesar de ser mais lenta), com a Akman, somado à velocidade da outra central ( apesar do menor alcance nos bloqueios), com a ERDEM, é outro diferencial dessa seleção turca. Ambas conseguem ser eficientes na rede e a ERDEM, apesar da baixa estatura, chega muito rápido nas marcações de ponta no bloqueio. A ”mãozinha” dela não vai tão alto mas está ali preenchendo muito bem os espaços.

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