Coluna: No Mineirinho, um domingo para a história



O Ginásio Jornalista Felippe Drummond, mais conhecido como Mineirinho, viverá neste domingo mais um capítulo importante na história de quase 40 anos.

Pela sexta vez, receberá a final de uma Superliga. Desta vez masculina, entre Sada/Cruzeiro e Sesi. Com a venda antecipada de ingressos encerrada ainda na quinta-feira, a capacidade máxima liberada no local neste momento será atendida: 14.800 pessoas. Longe dos 25 mil de tempos áureos, mas um número muito representativo no vôlei atual. E por isso certeza de um evento inesquecível.

Para o mandante Sada/Cruzeiro, dois resultados possíveis garantirão o título nacional e, certamente, uma explosão azul de alegria no Mineirinho: vencer o jogo ou o golden set. O triunfo representará o sexto título de Superliga do projeto e talvez o mais difícil, visto que o Cruzeiro esteve a uma derrota da eliminação nas semifinais diante do EMS/Taubaté.

Título que também pode fechar com chave de ouro a passagem de seis temporada de Leal. O cubano naturalizado brasileiro, um ícone do projeto celeste, fará a despedida neste domingo, antes de partir para o Civitanova, da Itália.

Para o Sesi quebrar a hegemonia da equipe de Marcelo Mendez no cenário nacional, uma única opção: ganhar quatro sets, algo que o Dentil/Praia Clube fez sobre o Sesc na decisão feminina. Uma tarefa ingrata para calar o Mineirinho e festejar a segunda conquista nacional. Para realizar tal feito, o time paulista precisará mais do que nunca da inspiração de William, um velho conhecido do Cruzeiro, para fintar bloqueios e deixar os atacantes mais livres para pontuar.

Mineirinho volta a receber uma decisão de vôlei (Divulgação)

E, voltando ao “personagem” do primeiro parágrafo, um ambiente único para a prática do esporte. Sem querer ser saudosista (mas já sendo), ver as duas finais da atual Superliga no Ibirapuera, em São Paulo, e agora no Mineirinho é especial. São dois palcos míticos não apenas do vôlei, mas do desporto brasileiro.

É raro ver gigantes como esses “vivos” nos últimos tempos. E por isso cada oportunidade de revê-los, apesar de um certo descaso do poder público, é sempre especial.

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