Ngapeth deitou e rolou. E o Brasil perdeu



Havia uma pedra, ou melhor, um Ngapeth no meio do caminho.

O ponta francês pintou e bordou em quadra nesta quarta-feira. Fez careta, provocou, fez comemoração estilo Usain Bolt, foi muito vaiado pela torcida, levou cartão amarelo por reclamação… E, para azar da Seleção, jogou demais também, sendo um dos principais nomes na vitória da França sobre o Brasil por 3 sets a 1, parciais de 25-27, 25-21, 31-29 e 25-19, na abertura da fase final da Liga Mundial, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.

Ngapeth duela com Lucão (FIVB Divulgação)

Ngapeth duela com Lucão (FIVB Divulgação)

Ngapeth foi importante na virada de bola, ao lado de Rouzier, fez estrago em algumas passagens pelo saque, segurou o passe quando preciso.

Em alguns momentos parecia fazer um duelo especial com o levantador Bruninho, seu companheiro no Modena, da Itália. Uma troca constante de olhares pela rede após pontos. Talvez até algumas palavras em italiano, o idioma que a dupla usa para conversar. É o tal de maluco beleza, como se diz na gíria, mas que sabe que pode ser marrento justamente por jogar muita bola.

Ngapeth ajudou bastante a elevar o nível da partida. Ótima, diga-se de passagem. Para quem gosta de alternâncias neste alto nível, pontos bem disputados, este Brasil x França foi especial.

A Seleção, sem Wallace, com um problema nas costas, e Riad, cortado por uma lesão no joelho, começou o jogo com Evandro e Isac como titulares. E jogando bem. O passe com Escadinha, Murilo e Lucarelli segurava bem as pancadas francesas, a virada de bola está acontecendo e o bloqueio fazia a festa, principalmente com Lucão. Mas, aos poucos, o ritmo francês, que parece nunca baixar, começou a incomodar a Seleção. Em alguns momentos, a França defende como times asiáticos, obrigando o rival a atacar várias vezes para conseguir um ponto.

Bom não é à toa que a França, apesar de jogar a “Série B” da Liga chegou invicta à fase final. E larga com uma vitória que a aproxima da semifinal e obriga o Brasil a vencer, nesta quinta-feira, a qualquer custo, os Estados Unidos. Perder amanhã  significa fim da linha para o sonho brasileiro de conquistar o decacampeonato.

Espero uma panorama bem parecido nesta decisão com os americanos, time com muita disciplina tática (como a França), mas com um leque de jogadores ainda mais talentosos. Só espero, porém, que o resultado final possa ser diferente do de hoje.

 

 

 



MaisRecentes

Evento na Polônia reúne craques históricos do vôlei



Continue Lendo

Um fim de semana para esquecer na Bulgária



Continue Lendo

Raridade: Brasil perde a segunda seguida por 3 a 0



Continue Lendo