Nem fantasmas do Pan tiram sorriso do rosto de Jaqueline



Sabe aquela explosão de felicidade da torcida, com gritos e aplausos, após um belo ponto da Seleção acontecer? No último fim de semana, no Ibirapuera, bastava José Roberto Guimarães chamar Jaqueline para entrar em quadra para o ambiente no ginásio mudar.

Situação que explica muito bem o momento da jogadora. A volta em grande estilo após o nascimento do filho Arthur, o bicampeonato olímpico em Londres como protagonista e uma “meia-temporada” bem sucedida pelo Minas… E assim Jaqueline se consolidou como uma das atletas mais queridas do torcedor atualmente. Selfies, autógrafos, fotos sorridentes com o filho no colo fizeram parte do dia-a-dia em São Paulo. Situações que fazem os olhos dela brilharem quando o assunto é abordado.

Jaqueline entrando em quadra no Ibirapuera (FIVB Divulgação)

Jaqueline entrando em quadra no Ibirapuera (FIVB Divulgação)

– Difícil agradecer pelo carinho que recebo da torcida. Por isso é muito gostoso jogar no Brasil, sentir de perto esse calor. Até arrepia – disse Jaque, ao blog, nesta entrevista exclusiva.

Recarregar o “tanque” com diversas demonstrações de afeto também serviu para Jaqueline afastar dois fantasmas pan-americanos. Logo após de vencer a Alemanha, ela embarcou com parte do elenco para Toronto, sede do Pan-2015. Jaqueline jogará a competição pela segunda vez, com dois motivos para esquecer os anteriores. No Rio, em 2007, foi cortada às vésperas da estreia, após cair no antidoping por usar um remédio contra celulite. Ela, que atuava no Jesi, da Itália, havia comprado o remédio numa farmácia, achando que era natural e não possuía substâncias proibidas. Quatro anos depois, em Guadalajara, ela se chocou com a líbero Fabi, logo na estreia da competição, sofrendo uma fratura na região cervical. E o Pan acabou com um grande susto.

– Essas coisas poderiam acontecer com tudo mundo. Encaro naturalmente essa minha terceira oportunidade de disputar um Pan-Americano. Basta a gente levantar a cabeça e continuar. Foi o que fiz nesses anos. Eles não foram fáceis, mas servem como aprendizado. Não posso pensar que é um bicho de sete cabeças, pois eu terei de ir lá e lutar muito ao lado nas meninas – comentou Jaqueline, que foi categórica na resposta seguinte:

Os fantasminhas não aparecem mais?, perguntei.

– Não.

Em Toronto, Jaqueline busca retomar a melhor física. Durante a preparação para o Grand Prix, ela teve um princípio de pneumonia, perdeu vários dias de treino e como consequência não foi titular na etapa de São Paulo. Ainda assim, saindo do banco, se destacou na vitória sobre a Alemanha.

Ponto marcado, sorriso no rosto (FIVB Divulgação)

Ponto marcado, sorriso no rosto (FIVB Divulgação)

– Ainda estou muito abaixo fisicamente, só estou treinando há duas semanas. Não tive a preparação das demais, estava meio doente. Tive muita dificuldade para entrar no ritmo das outras meninas. Meu primeiro jogo desde o fim da Superliga foi esse contra a Bélgica. Mas estou contente e acreditando que logo estarei bem melhor.

A divisão da Seleção em dois grupos para disputar simultaneamente Pan e GP não faz com que Jaqueline coloque o Brasil como azarão nas disputas. Pelo menos para Jaqueline:

– Podemos ganhar os dois. A gente vai estar, mesmo com a equipe dividida, muito forte. E sempre temos uma responsabilidade muito grande para vencer as duas competições. Está todo mundo ciente disso. O Brasil é equipe a ser batida. Seria muito legal que os dois times trouxessem os ouros.

Certamente não vai faltar apoio do fã-clube cada vez maior de Jaqueline.



  • Billy

    Pois é…a Jaqueline está de volta com atuações cada vez melhores para calar a BOCA dos muitos que sempre a criticaram(um bando de paspalhos desconhecidos)sempre a chamando de Jaquetoco, etc…Jaque é imprescindível á seleção.Gostem ou não…

  • Alisson -TIM

    Jaqueline é simplesmente fantástica. Tem tudo pra ser a melhor do Pan (sem desmerecer as outras). Torço muito pra que ela tenha um torneio simplesmente espetacular porque daí vai ser a definição em pessoa no Sesi-SP.

  • Gabriel Pires

    Ela é a única jogadora imprescindível na seleção.

  • marcian

    A jogadora Jaque, hoje, é aquela que é obrigatória em qualquer time principal. Para um bom resultado, o caminho começa com ela (jogadora equilibrada em todos os fundamentos). Feliz com esse belo momento dela!

  • Bruno

    Verdade que Adenizia torceu o tornozelo?

  • Mari

    Jaque é uma das melhores ponteiras passadoras do mundo!!

  • Jaque

    Maior honra ser xará desta menina… Adoro a garra e a alegria contagiante que ela transpira e inspira, itens fundamentais em um atleta de alto nível.
    Sem falar na família linda… 😛
    Muita sorte pra ela no PAN!!

MaisRecentes

O novo conceito da FIVB para 2018



Continue Lendo

Apenas Lebes/Canoas faz o dever de casa na rodada



Continue Lendo

Um líder por pontos ganhos. Outro por pontos perdidos



Continue Lendo