Natália voltou! E ela tem muito a ajudar o Brasil no Mundial



– As meninas ficavam me sacaneando depois do ataque. Depois de todo ponto elas ficavam rindo.

A frase de Natália ao SporTV, depois da vitória sobre o Quênia por 3 sets a 0 (25-13, 25-10 e 25-16), nesta quarta-feira, em Hamamatsu, pela quarta rodada do Campeonato Mundial, ajuda a explicar a sensação de todos (companheiras, comissão técnica e nós aqui do outro lado do planeta) ao vê-la em quadra novamente.

Alegria pelo retorno após praticamente oito meses sem atuar, em recuperação de um problema crônico no joelho. Hoje, pela primeira vez, Natália saltou durante um jogo para atacar e bloquear. Ela entrou ainda no primeiro set e ficou em quadra durante o segundo e terceiro do início ao fim.

Saiu de quadra com 12 pontos, como a maior pontuadora do jogo. Recebeu oito bolas no ataque e colocou seis no chão. Fez ainda dois pontos no bloqueio e mais quatro no saque. Motivos suficientes mesmo para as “sacanagens” e os sorrisos das demais jogadoras após cada ponto marcado.

Natália em ação contra o Quênia (FIVB Divulgação)

– Ela já vinha fazendo bons treinos, mas ainda requer alguns cuidados. Natália estava saltando bem, se posicionando no bloqueio, tocando na defesa, se movimentando bem. Ela vai poder nos ajudar nesta trajetória. Está forte fisicamente, dá para ver – disse um aliviado José Roberto Guimarães.

É claro que é preciso colocar a fragilidade do Quênia na balança ao fazer uma análise de desempenho das brasileiras, especialmente a de Natália. Mas ela subiu o primeiro degraus de alguns que estão ainda pela frente neste Mundial. Para quem foi dúvida até um dia antes da estreia é motivo de sobra para festejar sim.

Como bem disseram Nalbert e Fabi na transmissão, o período de afastamento fez bem para Natália apurar a técnica de várias situações de jogo. Como ficou muito tempo sem saltar, ela pôde aperfeiçoar passe, defesa e saque. Agora ela precisa de ritmo de jogo. Talvez mais um set contra o Cazaquistão, no encerramento da primeira fase, nesta quinta-feira, às 7h20 (de Brasília), seguindo o planejamento da comissão técnica. E gradualmente se transformar em uma opção importante na rede, tanto no ataque quanto no bloqueio, para as dificuldades da sequência do Mundial.

– Preciso pegar ritmo, pois faz muito tempo que não jogo. Mesmo sendo contra o Quênia foi importante para ajudar mais o time na segunda fase – completou Natália, sem conseguir esconder o sorriso no rosto após a “estreia”.

O Brasil tem muito a ganhar com o retorno da capitã.

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