Natalia titular, Dani Lins destaque. Brasil 3 a 0



A vitória sobre o Cazaquistão por 3 sets a 0 (25-14, 25-18 e 25-20) era esperada. As boas notícias, e que devem ser comemoradas neste quinto triunfo no Grand Prix, são a volta de Natalia e a sólida atuação de Dani Lins.

Recuperada da cirurgia para retirada de um tumor na canela, a ponta/oposto começou no lugar de Paula Pequeno. Ainda distante do ritmo de jogo ideal, ela marcou seis pontos, sendo o último que fechou o jogo. Thaisa, com 15 (cinco no bloqueio), foi a maior anotadora.

– Eu não esperava jogar. Quando o Zé falou que eu estaria entre as doze e ainda seria a titular, quase não acreditei. Foram mais de dois meses de preparação para retornar. Não atuava em um jogo inteiro desde a final da Superliga. Tenho consciência que ainda tenho muito a evoluir. Preciso de mais ritmo de jogo, mas é bom estar de volta. Comecei um pouco insegura no passe, mas aos poucos fui me soltando. A Dani também me deu uns presentes durante a partida. As meninas me ajudaram e o Brasil teve uma boa atuação, principalmente no saque – disse.

Já Dani Lins, segura na distribuição, ganhou elogios de Zé Roberto.

– Dani foi bem. Ela teve bons momentos e está aprendendo o que ela pode fazer com esse time. A equipe tem muitas opções. Ela está se esforçando para aprender a usar todas as opções do grupo.

A Itália será a última rival do Brasil no Cazaquistão, neste domingo, às 9h.  Vai ser bom ter mais opções contra um time que dará bem mais trabalho.



  • Afonso (RJ)

    Apesar do Casaquistão não ser o parâmetro ideal para se avaliar a performance do time brasileiro, foi um bom jogo e as meninas do Brasil se saíram muito bem.

    A Thaísa está voando em quadra.

    Continuo achando que tanto a Sheilla quanto a Fabizinha estão jogando abaixo das suas possibilidades. Não que estejam mal, longe disso, mas acho que são capazes de mais.

    Achei a Mari meio presa em quadra hoje, me pareceu ser a pior pardida dela até agora nesse Grand Prix.

    A Natália entrou para calar a boca dos que dizem que o Zé Roberto não arrisca e que só testa jogadoras colocando-as em quadra para jogar os dois ou três últimos pontos. Apesar de nitidamente sem ritmo de jogo, saiu-se bem, e mais para o final até já estava ensaiando soltar o braço com a potência que lhe é característica (Panzer rollen in Kasakistan vor :)).

    É preciso melhorar urgente as bolas batidas de trás da linha dos três metros. Falta precisão nos levantamentos, as jogadoras pisam na linha, jogam na rede ou simplesmente passam para a quadra adversária sem potência. Me parece estarem faltando confiança e sintonia fina.

    Aproveitei um tempinho vago, entrei no site da FIVB e vi partes dos VTs de USA x China e Russia x Cuba. É verdade que os pedaços que assisti podem não ser totalmente representativos, mas fiquei com a impressão que a Rússia, mesmo com a Gamova, não é lá esse bicho papão todo, apesar de obviamente ser um time de respeito. Já o time americano é outra história. Veio completo, com jogadoras muito fortes e deve ser um osso duro de roer. Já está ficando nítida a colocação final dos times nesse Grand Prix: Brasil, Rússia e USA. Só falta sabermos a ordem. E correndo por fora a Itália e a China (por ser a dona da casa).

  • Rodrigo

    Nada contra a Dani Lins… mas, não achei ela o destaque… muito insegura! bola pra ponta ela tem uma dificuldade louca de acertar… ela não joga na seleção com a mesma personalidade que joga no clube! Em jogos mais difíceis ela fica em pânico… amanhã já será um bom teste pra ela… quero ver tb como ela atuará diante de EUA e Rússia!

  • Mauricio

    Pelo que parece, e só poderemos confirmar isso depois de todas as competições internacionais do ano, a Garay também está se consolidando como a ponteira-passadora reserva oficial.

    Acho que o time titular (quando no ápice de sua preparação física) é esse que começou o jogo de hoje. Pelo forte bloqueio e ataque.

    Na época da Fofão, o ponto vulnerável era o bloqueio na saída. Agora, se se confirmar esse time titular, o ponto vulnerável será a recepção. Mas se a Dani Lins se firmar e amadurecer, e a Mari e a Natália evoluírem no quesito manchete, teremos uma grande, mas muito grande equipe. Tomara!

  • Matilde Proxildes

    Dani Lins tá evoluindo cada vez mais. Ela tá indo no caminho certo. Sempre tem os infelizes que querem botar a garota pra baixo, mas a urucubaca alheia não tá fazendo efeito.

    Morram de raiva!

  • Marcelo Souza

    Este Grand Prix 2011 vem para ser um dos mais inesqueciveis: quem imaginaria Argentina 3×2 Cuba? Jamais né?

  • Ana

    Se Zé Roberto deixasse Lins ousar, tentar, experimentar contra esses times medianos, seria melhor. Uma pena que ele diz, em frente as cameras “a bola é na SAÍDA, Dani. Na SAÍDA”. Por isso Sheilla recebe 80 bolas por jogo, por isso quando jogamos com a Rússia Perepelkina e Borodakova afrontam o Brasil e Gamova ri da nossa cara, por isso nos ties da vida Sheilla (sobrecarregada) pisa na linha e manda aviões… É só por isso. Daqui a pouco o Brasil estará igual a Holanda, Alemanha, Turquia… Sheilla será nossa Flier, Kozuch, Darnel…

    Achei Natália muito bem. Eu gosto dessa formação MaNa. Mas elas precisam treinar mais para coisa funcionar. A seleção está pragmática, sem variação, mas isso basta para vencer esses times. Na fase final precisa MAIS. Muito mais.

    E Cuba perdeu da Argentina. Cuba está ladeira abaixo mesmo. Uma pena, pq as dominicanas, que todos apostavam ser as novas cubanas, estão mais para porto-riquenhas. A Argentina, apesar das derrotas, é, junto com a Sérvia, a grande grata surpresa desse GP. Não que a Sérvia não seja grande, mas estavam muito por baixo. Ressurgiram.

    Obs: será que a FIVB vai colocar Brasil, EUA, Itália e Rússia em um mesmo grupo na fase final? kkkkkkkkkkkkkk

  • Paulo

    A Argentina tem garotas de 88/89, de 1,80 a 1,87. Com certeza vão superar o Peru no Sul-americano. O grande erro do Peru, um país apaixonado por vôlei fem, é continuar investindo em jogadoras baixas. É nadar contra a maré. Uma ou outra baixinha ainda vai, mas um time baixo, no vôlei de hoje, não tem vez. As argentinas superaram até as dominicanas. Para quem quiser assistir: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=uY38sJFEwTs

    E, no auge da preparação, com certeza Mari e Natália serão as titulares das pontas. A não ser que Natália ainda esteja com aquele problema crônico da síndrome diamante bruto. Aí Paulinha toma a vaga dela fácil. Quem está morta e enterrada, para seleção, é Jaqueline. Mari, Natália e paula estão certas em pequim, salvo lesões. Sassá ZRG jamais deixaria de levar. E garay vai garantindo seu lugar.

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