Não encaro a derrota do Brasil como uma “entregada”



A opção de Bernardinho de poupar Murilo e Sidão, titulares absolutos, na partida contra o Irã, não configura, na minha visão, uma entregada, com intuito de eliminar a Rússia.

E tenho essa opinião pelo que vi a Seleção fazer em quadra sem a dupla. Não senti em nenhum momento que o time brasileiro estava se esforçando para perder. E sempre que escrevo ou penso a respeito me recordo do fatídico Brasil x Bulgária, em Ancona, pelo Mundial de 2010. Aquilo sim foi uma entregada clássica.

O que aconteceu hoje foi uma superioridade iraniana em quase todos os momentos. E, com justiça, venceu o terceiro de cinco duelos contra o Brasil nesta Liga. O que aconteceria se Murilo e Sidão estivessem em quadra? Nunca saberemos. Mas é bem provável que o equilíbrio visto sem eles fosse a tônica do confronto. Vale lembrar ainda que a dupla acumulou vários problemas físicos nos últimos anos e dar um descanso numa reta final, com quatro partidas em cinco dias, não é nenhum exagero.

Não dá para crucificar também Lucas Lóh, substituto de Murilo. Em tese, ele é o quinto ponta deste time. Mas como Chupita e Maurício se machucaram durante a Liga, teve uma chance de ouro para mostrar serviço.  Oscilou, é verdade, principalmente no passe. Mas teve até bons momentos no ataque, terminando com 12 pontos, atrás apenas de Lucarelli, que anotou 17.

Agora, uma coisa é clara. Para o Brasil, é muito melhor ver a Rússia fora do que entre os quatro semifinalistas. Só seria ainda melhor se tivesse vencido dois sets, para sair como primeiro do grupo. Agora, deve ter a Itália, dona da casa, pela frente na semi.



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