Não busquem culpados. Gamova desequilibrou



O domingo não começou da forma imaginada pelo Brasil. Ver pela terceira vez o sonho virar pesadelo no tie-break contra a Rússia é realmente demais. Mas, apesar de toda frustração gerada, é preciso ter cuidado para não eleger culpados por uma medalha de prata num Campeonato Mundial.

Para mim, o melhor resumo que pode ser feito é: a gigante Gamova desequilibrou e carregou o time russo nas costas no momento decisivo.  Vejam esta impressionante estatística: ao somar a pontuação da oposto no jogo de ontem, na semi olímpica de Atenas-2004 e na final do Mundial de 2006, chega-se a impressionantes 95 pontos.  Ou seja, quase quatro sets.

O erro do Brasil foi não ter conseguido pará-la, ou melhor, ter sacado com mais eficiência para não deixar o passe chegar tão redondo às mãos das levantadoras adversárias, fazendo com que outras atacantes fossem mais usadas. É do jogo. Infelizmente, neste caso, a favor das europeias.

Sobre o Brasil, foi louvável ver como o time conseguiu se reerguer sem Paula Pequeno, Mari e com a indefinição na posição de levantadora. Fabíola foi bem em alguns momentos da competição, mas na final sentiu bastante a responsabilidade. Zé Roberto fez mágica, em alguns momentos do Mundial, com o que tinha em mãos. Merecia, pelo caráter, competência e forma de dirigir este time, o título. Não levou. Mais uma vez, terá trabalho para recolocar a cabeça deste time no lugar e impedir que o trauma russo volte a atrapalhar na caminhada rumo ao bi olímpico em Londres-2012.



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