Muserskiy fora da Rio-2016. Quem explica?



Uma lesão vai tirar o central/oposto Muserskiy dos Jogos Olímpicos.

Pronto. Essa é a versão oficial, sem mais detalhes.

Mas, justamente por não explicar qual o problema do jogador e acontecer em uma semana repleta de novidades sobre a política estatal de dopagem da Rússia, a notícia coloca ainda mais dúvidas sobre o esporte russo.

Foto que tirei do gigante durante o Mundial de Clubes de 2014. Na ocasião, sendo assediado por jogadores rivais

Foto que tirei do gigante durante o Mundial de Clubes de 2014. Na ocasião, sendo assediado por jogadores rivais

Aqui, vou me restringir ao vôlei, sem detalhar o estudo feito pelo professor canadense Richard McLaren, divulgado nesta semana (relembre aqui: Relatório McLaren). Segundo ele, oito atletas russos do vôlei e mais dois do vôlei de praia tiveram resultado positivos em exames recentes, mas acabaram saindo ilesos por fazerem parte da farsa russa de doping. Escrevi sobre isso durante semana, antes de a Federação Internacional oficializar para agências internacionais que iria exigir da Wada, e entidade máxima antidoping do planeta, os nomes dos envolvidos (leia mais aqui: FIVB quer saber quem são os dopados russos).

Que ironia do destino o gigante russo se lesionar agora, não? Mal explicada também foi a ausência de Kosheleva das finais do Grand Prix, na Tailândia, semanas atrás, por uma lesão sem grandes detalhes.  E olha que muita gente estranhou também as aposentadorias de Gamova e Sokolova antes da definição da lista final da Rússia para a Rio-2016. Até então vinham jogando em alto nível no campeonato local.

Eu não estranharia que nomes de peso, como os citados acima, aparecessem nos relatórios da Wada.

Ontem, nas redes sociais, jogadores já começaram a pedir explicações sobre o vôlei russo. Leandro Vissotto, medalhista de prata em Londres-2012, após ver o Brasil perder de virada para a Rússia, com show de Muserskiy, foi um deles: “Não posso esperar para ver a verdade . Quando se perde uma partida 3×2 a condição física faz diferença !!!”, escreveu o oposto.

Vale uma explicação. O meldonium, substância proibida a partir do início de 2016 e que era utilizado como água pelos russos há anos, tem como principal benefício para os atletas a aceleração da recuperação física após os jogos. Foi ele a responsável por tirar Maria Sharapova das quadras de tênis. É ele quem coloca uma nuvem de dúvidas sobre os atletas de vôlei da Rússia neste momento. E será ele também o responsável por mudar resultados dos últimos Jogos? Ontem foram oficializados 45 novos casos positivos em testes refeitos dos Jogos de 2008, em Pequim, e 2012, em Londres.

O Comitê Olímpico Internacional promete falar neste domingo sobre o escândalo russo.

 

 

 



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