Murilo confirma despedida da Seleção



A manhã de terça-feira, em Saquarema, litoral do Rio de Janeiro, foi reservada para a apresentação dos novos uniformes da Olympikus para as Seleções de vôlei e vôlei de praia para a Rio-2016. Dia de festa, descontração com atletas e até Bernardinho e José Roberto Guimarães desfilando os novos modelitos num palco montado no Centro de Treinamentos da CBV. Mas também foi o dia de um importante anúncio.

O ponta Murilo, melhor jogador do Campeonato Mundial de 2010 (Brasil campeão) e dos Jogos Olímpicos de 2012 (Brasil vice), admitiu que vai deixar a Seleção ao fim do ano. Mais do que os 34 anos de idade, as limitações impostas por duas cirurgias no ombro direito pesaram para que a decisão fosse tomada.

– Ninguém gosta de botar prazo, mas dentro das circunstâncias estou me preparando para que seja o último ano. É sofrido, doido, mas preciso ser realista. Na minha cabeça está definido, estou bem tranquilo sobre isso – comentou Murilo.

Murilo na apresentação do uniforme com Escadinha e Sidão (Wander Roberto/Inovafoto)

Murilo na apresentação do uniforme com Escadinha e Sidão (Wander Roberto/Inovafoto)

O jogador conta com a despedida no Rio de Janeiro, na terceira participação olímpica, após as pratas conquistadas em Pequim-2008 e Londres-2012. A convocação final acontecerá apenas na véspera da competição, após a disputa da Liga Mundial, mas ninguém acredita na ausência de Murilo entre os quatro ponteiros que Bernardinho usará. Os demais convocados são Lucarelli, Lucas Lóh, Lipe e Douglas Souza, nenhum deles com Olimpíada disputada no currículo.

– Estou preparado para deixar tudo o que eu tenho em quadra neste ano. É a maior contribuição que eu vou dar. No ano que vem já será muito difícil, principalmente fisicamente – admitiu Murilo.

O jogador fez uma análise otimista da temporada disputada pelo Sesi, semifinalista da Superliga. Algumas limitações físicas após a última cirurgia no ombro foram vencidas. Uma delas foi voltar a sacar forçado.

– Fiz todos os jogos, não fiquei fora de nenhum. O fato de sacar viagem é uma conquista. Não fiz muitos aces, como costumava fazer, mas consegui sacar forte, firme, quebrando passe dos adversários. Meu saque flutuante é muito ruim, admito. Ficava até envergonhado às vezes. Esse ano foi bom, gostei da temporada, mas espero que consiga evoluir mais até a Olimpíada.



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