Mundial masculino agora só com peixe graúdo



Brasil – campeão olímpico na Rio-2016
Polônia – atual campeã mundial
Rússia – vencedora da Liga das Nações-2018
Itália – atual vice-campeã olímpica
Sérvia – terceira colocada no último Campeonato Europeu
EUA – única invicta do atual Mundial e vencedora da última Copa do Mundo

As credenciais acima ajudam a entender o peso dos finalistas do Campeonato Mundial masculino.

O torneio iniciado com 24 participantes, duas semanas atrás, entra na semana decisiva com os favoritos vivos, sem uma diferença enorme entre si e com uma dificuldade enorme, ao menos para mim, para fazer um prognóstico sobre quem está em vantagem para a conquista do título.

Um sorteio, hoje, define os os dois grupos de três. Primeiro e segundo colocados avançarão para as semifinais. Pelo regulamento da Federação Internacional, algumas certezas:

– Brasil (líder do Grupo E) e Itália (primeira do F) não cairão no mesmo grupo
– O mesmo vale Estados Unidos (primeiro do Grupo G) e Polônia (a melhor do H)
– Idem para Rússia e Sérvia, os dois melhores segundos colocados da fase anterior

Com tais determinações, o Brasil pode ter numa chave Estados Unidos e Rússia como rivais. Talvez seja o pior cenário. Um grupo com, Sérvia e Polônia, em tese, é mais acessível. As outras combinações são Brasil, Rússia e Polônia ou Brasil, EUA e Sérvia.

Com reservas em quadra, Brasil venceu a Bélgica neste domingo por 3 a 2, de virada. O oposto Evandro marcou 30 pontos (FIVB Divulgação)

Em qualquer das possibilidades o caminho brasileiro para a disputa por medalhas não terá margem para erros. As campanhas até aqui foram zeradas e todos sem qualquer vantagem, diferentemente da transição da primeira para a segunda fase.

Depois de um momento de dúvida na primeira etapa, ao perder para a Holanda e cair para quarto na chave, o Brasil demonstrou poder de recuperação, maturidade e saiu na liderança. Se tivesse patinado mais um pouco, cruzando com rivais de mais peso do que Austrália, Eslovênia e Bélgica, poderia ter o mesmo destino da França. O timaço de Ngapeth, Boyer, Grebbenikov & Cia. sofreu três derrotas no tie-break e viu o sonho do título mundial virar pó. É a ausência mais surpreendente da fase final. Ela, porém, é justa pelo conjunto da obra.

Individualmente, Douglas Souza é a melhor notícia brasileira no Mundial. O ponta conseguiu até aqui suprir as ausências de Lucarelli e Maurício Borges, foi peça-chave para a Seleção equilibrar o passe e tem sido peça ofensiva importante nas últimas rodadas, evitando uma sobrecarga em Wallace. Na fase final, Douglas terá um verdadeiro teste para comprovar sua mudança de patamar em nível internacional.

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