Mudanças funcionam e Seleção vira para cima dos EUA



De 0 a 2, para 3 a 2, com direito a 20 a 18 no tie-break. Uma simples descrição da vitória da Seleção Brasileira sobre os Estados Unidos, em Goiânia, já mostra como o duelo foi eletrizante.

Para construir a virada e conquistar o quinto triunfo em seis jogos na Liga das Nações, o Brasil precisou do brilho de vários jogadores em diferentes momentos. Dois deles, inclusive, vieram do banco de reservas no terceiro set, não saíram mais e ajudaram a mudar o jogo. Vamos a eles:

– William

A entrada do levantador no início do terceiro set ajudou no início da mudança do panorama da partida. A distribuição de William confundiu bastante o bloqueio americano. Quando o passe se estabilizou, então, ele passou a ditar um ritmo diferente para o jogo.

– Wallace

Escrever sobre o conhecido entrosamento com William, após anos e anos no Sada/Cruzeiro, é chover no molhado. Também não precisaria dizer que Wallace é um dos melhores do planeta na posição. Junte os dois e tenha uma atuação decisiva, principalmente no tie-break, quando apareceu para fazer viradas de bolas importantíssimas, além de um bloqueio simples em Matt Anderson no 19 a 18. O ponta/oposto americano, inclusive, foi o maior pontuador do clássico: 23 acertos.

Comemoração brasileira em Goiânia (FIVB Divulgação)

– Maurício Borges

Foi o jogador mais regular do time na partida. Aproveitamento de 50% no ataque (13 pontos), maior bloqueador da partida (5 pontos) e assumindo cada vez mais a condição de titular na ponta. Maurício Borges tem demonstrado evolução neste nível de jogo, algo que se esperava dele anos atrás.

– Isac

Outro que virou titular do terceiro set em diante, na vaga de Maurício Souza. Mostrou personalidade, colocando no chão cinco de oito bolas no ataque e fechando o jogo com um ace.

Antes de voltar para a arrumação da minha mudança aqui, uma última citação. Com 17 a 17 no placar do tie-break, o Brasil pediu um desafio no meio do ponto. Como a arbitragem demorou para parar o lance, Lipe saiu correndo da quadra para o banco para apertar o botão que a comissão técnica usa para avisar sobre o challenge, tamanha a certeza do toque na rede do americano. Depois de alguns minutos angustiantes, o replay mostrou que o Brasil estava certo.



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