Minha visão sobre “Ouro, Suor e Lágrimas”



Assisti nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, ao longa “Ouro, Suor e Lágrimas”, que entrará no circuito dos cinemas no dia 6 de agosto. E saí da sessão com uma boa impressão (vejam algumas imagens da produção, incluindo a exibição para atletas das Seleções).

Para quem não sabe, o filme aborda o passado recente de vitórias das Seleções masculina e feminina de vôlei, intercalando imagens de época, com entrevistas de protagonistas e outras imagens de bastidores de treinos em Saquarema e alguns jogos.

Com o olhar de “crítico”, achei muito saudável o filme não fugir de temas polêmicos, com a relação conturbada entre os técnicos Bernardinho e José Roberto Guimarães e o corte de Ricardinho antes do Pan de 2007. Não espere grandes revelações dos personagens. Mas é importante pontuar a história também com os problemas, não apenas com as várias conquistas. Analisando por esse viés, faltou tocar no polêmico Brasil x Bulgária no Mundial de 2010.

Interessante notar também a emoção de alguns atletas, principalmente homens, quando abordam alguns assuntos. É falar de filhos para alguns marmanjos desmistificarem o ditado de que “homem não chora”.

Por fim, voltar no tempo e relembrar pouco mais de uma década mostram com clareza a gangorra entre as duas Seleções. O auge do masculino com os títulos mundiais de 2002 e 2006, além do ouro olímpico em 2004 e várias Ligas, com o feminino ficando traumatizado pelas viradas russas também em 2004 e 2006, além do revés na final do Pan diante de Cuba. Sobre este último jogo, especificamente, é assustador rever as imagens de algumas fantásticas defesas das caribenhas, impedindo que o Brasil conquistasse o ouro em casa. Hoje, bicampeão olímpico, o time das mulheres está lá em cima, enquanto o dos homens tenta retomar o caminho das grandes conquistas.

Em resumo: se você gosta de vôlei vale a pena conferir o filme de Helena Sroulevich, que entrará em cartaz, inicialmente, em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília e Montes Claros. Outra boa notícia: a cineasta já prevê uma segunda aventura no esporte, mostrando a rivalidade entre Brasil e Rússia.



  • Maria

    Vou assistir sim estou muito ansiosa por esse filme já tinha visto falar

  • Murasaki

    Daniel, o filme vai até 2012?

    • Daniel Bortoletto

      sim. termina com a campanha de Londres, mas sem imagens de TV, apenas fotos.

  • Edu

    O voleibol brasileiro e um dos maiores casos de êxitos de esporte coletivo da história olímpica brasileira.NO COB, a expectativa, se crava de pelo menos quatro medalhas no quadro de desempenho e certamente sua trajetória daria um belo filme.Após o ciclo do Rio de Janeiro dificilmente não se repetirá , no feminino, um ciclo longo de entre safra.Como ocorreu após 96, no masculino.Nossas ponteiras selecionáveis tem um e setenta e nove(Garay) de um lado e um oitenta e seis (Jaqueline) de outro.As suplentes, um e setenta e sete(Gaby) e Natália com um e oitenta cinco numa fase instável regular
    há cinco anos.De melhor sub 21 do mundo não tem mais vestígio algum de titularidade.Thaisa esta no território do imponderável com as duas cirurgias no joelhos e como vai evoluir sua recuperação.Fabizona não esta mais entre as melhores centrais do mundo.Joga bem menos que uma Akinandewo e uma Maja Poljka( que recebeu o premio de MVP do ultimo europeu de clubes e hoje, com a recuperação da Thaisa, talvez garanta sozinha a posição de melhor).O que se procura são jogadoras mais completas que dominem, com certa pericia,os fundamentos.Qual o trabalho de base seguro e de referencia que existe no voleibol brasileiro.E uma cadeia em forma de estrutura que tem se corroido, infelizmente, na construção da base.A própria convocação de uma Leticia Hage ou de uma Jessica para a fase inicial de trabalho coloca em constatação essa incomoda realidade.Como o resgate de jogadoras já previamente testadas e que sempre estiveram muito aquém do esperado como Ana Tiemi e Joycinha.Se o momento não e de medo, talvez seja o de cautela.Se existe uma luz no fim do tunel, por enquanto,ela não esta próxima e tão visível.A luz da cinematografia pode trazer o impeto de que já existiram bons caminhos e lições a seguir.

  • jose herbert de araujo

    Vou assistir. Assisti ao documentário sobre a rivalidade Brasil X Cuba na semifinal dos jogos olímpicos de Atlanta. Sensacional. Revelador e emocionante rever aquelas imagens. Achei incrível o documentário.

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