Camponesa/Minas e Sesc, mais uma vez, duelam em momento de decisão



A segunda semifinal da Superliga Cimed Feminina, entre Camponesa/Minas e Sesc, começará às 21h30, desta sexta-feira, na Arena Minas, em Belo Horizonte (MG).

O equilíbrio no retrospecto na atual temporada é nítido. O Sesc venceu a Supercopa ao superar o Camponesa/Minas por 3 sets a 2 e também levou a melhor no turno da Superliga por 3 sets a 1. Já o time mineiro deu o troco na decisão do Sul-Americano por 3 sets a 2 e no returno da Superliga por 3 sets a 0.

O ponto a ser analisado é temporal. A equipe comandada por Bernardinho levou a melhor no início da temporada, enquanto o de Stefano Lavarini faturou os dois últimos e mais recentes. E a questão do momento deve ser levantada em consideração nesta série.

Entre os semifinalistas da Superliga, o Minas é quem nitidamente mais evoluiu no returno. A oposto Hooker entrou em forma, a contratação de Newcombe equilibrou a recepção e Carol Gattaz manteve o nível alto de jogo de toda a temporada. Em quadra parece ser um time mais confiante, ciente do seu potencial.

Camponesa/Minas e Sesc disputarão vaga na decisão. E é possível apostar em equilíbrio (Divulgação)

– O Camponesa/Minas foi um time que cresceu muito, vive um ótimo momento na competição e vai jogar diante da sua torcida. Esperamos um série bem equilibrada. Estamos estudando bastante o time delas para fazer um bom jogo amanhã e começar bem o playoff semifinal – analisou Fabi, líbero do Sesc.

Vale esperar também para ver a condição física de Gattaz, que está com uma tendinite no joelho, e teve dificuldades na série contra o Fluminense.

A equipe carioca sofreu demais com contusões ao longo da temporada: as Gabis, Juciely, Monique… E ainda assim manteve-se na briga pelo primeiro lugar com o Dentil/Praia Clube até o fim do returno. Um fato elogiável para Bernardinho na tentativa de manter a hegemonia do projeto no cenário nacional.

Para a semifinal, o técnico conta com o retorno de Monique, ausente nas quartas de final diante do Pinheiros. E isso deve deixar uma pulga atrás da orelha de Bernardinho, já que dominicana Peña quebrou muito bem o galho ao jogar na saída de rede.

– Sabemos que o Sesc é forte, com jogadoras talentosas e uma grande comissão técnica, mas estamos bem preparadas. São duas equipes que se conhecem bem e já se enfrentaram em algumas ocasiões nessa temporada – comentou Léia, líbero do Camponesa/Minas.

Por ser uma série em cinco jogos, deve-se sempre ressaltar o desgaste físico gerado caso ela se alongue. E este é um ponto que pode ser decisivo para definir um dos finalistas.

CAMPONESA/MINAS

Macris, Hooker, Rosamaria, Newcombe, Carol Gattaz, Mara e Léia (líbero). Técnico: Stefano Lavarini

SESC

Roberta, Monique (Peña), Gabi, Drussyla (Peña), Juciely, Mayhara e Fabi (líbero). Técnico: Bernardinho

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