Minas perto de fazer história



O Camponesa/Minas está a uma vitória de encerrar uma impressionante hegemonia na Superliga feminina: deixar o Rexona-Sesc fora de uma final da competição pela primeira vez após 13 anos. Neste período, nas 12 decisões jogadas, foram nove títulos conquistados, os últimos quatro de forma consecutiva. Fica claro, então, o tamanho do tabu em jogo.

A incrível série de presenças na decisão e conquistas do time carioca ficou por um fio na noite de sexta-feira. Mesmo jogando em casa, no lotado Ginásio do Tijuca, o Rexona perdeu para as mineiras no tie-break, parciais de 25-21, 13-25, 21-25, 25-23 e 15-8.

A primeira chance do Minas será na terça-feira, em Belo Horizonte. Novo triunfo fechará o playoff por 3 a 1. Já o Vôlei Nestlé, com uma atuação impecável na série contra o Dentil/Praia Clube, ganhou três jogos, está garantido na final da Superliga e agora descansa no aguardo do adversário.

O clima no Tijuca, na sexta, já tinha um certo clima de despedida para as donas da casa. Após 20 anos, o Rexona deixará de patrocinar o time. O Sesc assumirá o projeto, incluindo toda a parte social. Antes do início do tie-break, o locutor do ginásio fez um discurso de agradecimento à Unilever, pediu aplausos dos dois mil torcedores presentes e deixou o aviso: “Se der tudo certo (ganhar na sexta e na terça) não jogaremos mais aqui”. Não foi o que aconteceu e agora o time carioca precisará vencer em BH para forçar um retorno ao Tijuca e aí sim se despedir.

Bernardinho precisará tirar mais algum coelho da cartola. Na sexta, ele apostou em Drussyla, já que a holandesa Anne Buijs foi sacada na metade do primeiro set e não voltou mais. E a jovem ponta até deu conta do recado. Mas o time errou demais: foram saques em momentos decisivos, escolhas da levantadora Roberta, falta de paciência no ataque… Coletivamente o Rexona deixou a desejar. Individualmente a líbero Fabi jogou uma barbaridade no passe e na defesa.

Pelo lado mineiro, a americana Hooker ganhou o prêmio de melhor em quadra. Com justiça! Além dos 20 pontos, a oposto foi importante nos momentos ruins do Minas no jogo. Em várias oportunidades ela reuniu o time em quadra, fez as companheiras se abraçarem e transmitiu uma mensagem de otimismo para a sequência do confronto. Foi a referência quando o Minas precisou. A “Rainha Negra”, como é chamada pela torcida mineira, merece reverências.

 

 



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