Minas mostra força e empata série no Rio



Tudo igual na série entre Rexona-Sesc e Camponesa/Minas pela semifinal da Superliga feminina.

Na noite desta terça-feira, no Ginásio do Tijuca, as visitantes venceram por 3 sets a 1, parciais de 25-22, 25-21, 21-25 e 25-19.

Agora cada time venceu um jogo fora de casa na série em melhor de cinco. Na sexta, às 21h30, novamente no Tijuca, haverá o desempate.

O que mudou no Minas do fim de semana para cá?

O destaque foi coletivo e não individual. Várias peças estiveram bem. Exemplos:

Naiane ganhou o prêmio de melhor do jogo (Alexandre Loureiro)

Naiane ganhou o prêmio de melhor do jogo (Alexandre Loureiro)

O time de Paulo Coco voltou a ter Naiane confiante no levantamento. Ela, que vinha de atuações irregulares, ontem mostrou porque é apontada como uma das principais apostas da posição na nova geração. Estava confiante, distribuindo bem os ataques e com poucos erros guiou o Minas à vitória. A central Mara colaborou com 14 pontos, cinco deles no ataque. Já Rosamaria teve 15 acertos. A maior pontuadora, porém, foi Hooker, com 21.

No fim do terceiro set, um susto. Jaqueline caiu com as costas no chão depois de um ataque. Seguiu jogando, mas voltou a sentir ao tentar fazer uma defesa na parcial final. Saiu de quadra carregada e chorando. A campeã olímpica foi importante na linha de passe com Leia, muito segura ontem.

E o que mudou no Rexona do primeiro para o segundo jogo?

Tão acostumado a ser coeso coletivamente o time carioca viu várias engrenagens não funcionarem. Gabi, termômetro do time, esteve muito abaixo do que vinha mostrando no ataque. Sem ter o passe sempre nas mãos, Roberta precisou forçar bolas pelas extremidades, acionando menos do que de costume Carol, por exemplo. Outro fundamento que ficou devendo foi o saque. Bernardinho pediu várias vezes no tempo técnico para “mexer” com Rosamaria. Mas os pedidos foram em vão.

O playoff está muito aberto entre os dois times. Não ficarei nada surpreso com a série terminando apenas no quinto jogo.



  • AfonsoRJ

    Depois de muito tempo, finalmente temos uma final da superliga em melhor de 5. Sim, porque pelo que vi do voleibol apresentado pelos times da outra semifinal, não me parece que nenhum dos dois possa fazer frente ao Rexona ou Minas.

  • Amadeo Santos

    Naiane está na fase de afirmação, que para mim, para um levantador, vai até os 25 ou 26 anos. Juma está na mesma situação e ambas tem a vantagem de desde cedo comandarem times como titulares. Naiane brilhou e jogou como gente grande e isso é bom para o país no futuro próximo.
    Roberta já está passando da fase de definição, e ser banco por muito tempo pode ter atrapalhado seu desenvolvimento, e ainda sente o peso de momentos difíceis. Que não seja uma futura Claudinha que joga solta quando está confortável seja no jogo, seja no campeonato.
    Respeito Dani Lins, porém precisamos de uma levantadora com um Q a mais como Venturini e Fofão. Isso faz muita diferença. Pelo andar da carruagem, algo a ser definido nos próximos 3 ou 4 anos, teremos Naiane e Juma, campeãs mundiais sub-23 como as prováveis levantadoras da seleção após a saída de Dani do posto. Quem sabe ambas brigando pela segunda vaga para o próximo mundial e para Tóquio-2020.

  • Elbf Britto

    Bernardo terá que mudar bastante o comportamento de sua equipe.
    No último jogo, a recepção foi muito fraca. Consequentemente, quase não houve passes A para a levantadora Roberta. Esta, muito previsível, não deixou suas ponteiras em condições de finalizar, sistematicamente bloqueadas. Ela, inclusive, praticamente ´´ se esqueceu´´ que a Carol existia e não lhe deu chances de atuar.
    O Rexona terá que forçar mais o saque, evitar erros de saque, reduzir número de erros de finalização ( como deram bolas de graça!!!), melhorar a recepção, otimizar a cobertura de bloqueio e, acima de tudo, variar os ataques, já que, no outro jogo, jogaram toda a responsabilidade em cima da Gabi que, como dito acima, ficou prejudicada pela previsibilidade da levantadora Roberta.
    Como fazer frente à Hooker, Mara e Rosa Maria ? É necessário que o bloqueio composto por Carol e Juciely se posicionem mais adequadamente. Pode ser que não consigam para-la, porém, se dois ou três bloqueios forem bem sucedidos, o Minas terá que se cuidar mais e deixar de ficar a vontade, como no jogo de terça.
    Outra coisa que o Bernardo precisará pensar bem, é colocar mais a Drucila Helô em jogo. Esta última é alta, finaliza bem ( foi maior pontuadora da superliga pelo Rio do Sul, em 2016) e até sabe passar. Se ela não for utilizada então por que foi contratada?

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