Mexicali, dia 3: Me senti em Pequim



Quando soube que viajaria para o México iniciei uma pesquisa sobre Tijuana e Mexicali, as sedes do Mundial masculino sub-21. E o Google me apresentou belíssima imagens turísticas, opções variadas de gastronomia, alertas sobre o calor do deserto, atividades sísmicas, coiotes que o levam para o outro lado da fronteira com os EUA e algumas outras curiosidades sobre as cidades.

Uma delas me chamou muito a atenção. Mexicali, que recebe o grupo do Brasil na primeira fase, deve boa parte de seu desenvolvimento após a fundação, em 1903, aos chineses. A cidade possui uma extensa colônia de asiáticos dentro de sua população de 1 milhão de habitantes. Eles chegaram há mais de século, inicialmente como trabalhadores na construções de rede ferroviária local.

A torcida chinesa no ginásio de Mexicali (Daniel Bortoletto)

A torcida chinesa no ginásio de Mexicali (Daniel Bortoletto)

Uma caminhada ao redor do hotel foi suficiente para perceber a influência da China na cidade. “Almoce no Restaurante Dragon ou no Pekin”. Construções grandes, com arquitetura que lembra a capital chinesa. Como não sou apreciador deste tipo de culinária (trauma da cobertura olímpica de 2008), só passei na porta dos estabelecimentos, dois dos 200 que a região possui.

Mas na noite de sexta-feira tive a certeza de que os chineses realmente “dominam” Mexicali.

A partida entre China e Irã, que fechou a primeira rodada do Mundial sub-21. E o ginásio do complexo esportivo de Mexicali recebeu mais de 600 pessoas, a maioria esmagadora vestindo um boné vermelho, uma camisa amarela e carregando uma bandeirinha chinesa. Uma torcida barulhenta, que contava com instrumentos musicais e gritos de guerra. Uma atmosfera que, admito, não esperava ver no México para um jogo entre iranianos e chineses.

Mexicanos aumentaram o coro pela China (Daniel Bortoletto)

Mexicanos aumentaram o coro pela China (Daniel Bortoletto)

Além de chineses, a torcida foi engrossada por mexicanos, como você pode ver em uma das fotos. Na camisa, segundo eles, uma mensagem de apoio ao time, na linha: “Vamos, China!”.

O apoio ajudou bastante o time chinês, que venceu a partida por 3 sets a 1, parciais de 25-21, 25-14, 19-25 e 25-21.

– Nós nos sentimos jogando em casa. Esse foi fator foi determinante para a nossa vitória – disse Yaochen Yu, capitão chinês.

A invasão chinesa, no domingo, na partida com o Brasil, às 23h (de Brasília), deve ser ainda maior. Segundo o Comitê de Organização Local, a busca por ingressos está sendo muito grande. Cada bilhete é vendido por 50 pesos, aproximadamente R$ 11,50, permitindo que o torcedor veja dois dos quatro jogos do dia.



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