Mexicali, dia 2: Levantador campeão do mundo em 89 agora dirige Brasil



Leonardo Carvalho é o treinador da Seleção Brasileira sub-21 que estreia ainda hoje no Mundial da categoria, em Mexicali, no México. E ele carrega na memória recordações muito nítidas da primeira conquista de um time nacional masculino numa competição deste porte.

Léo era o levantador do Brasil no Mundial infanto-juvenil de 1989, em Dubai, nos Emirados Árabes. Um até então inédito título conquistado há 26 anos, em decisão contra a extinta União Soviética. No banco de reservas da equipe brasileira estava Marcos Lerbach, que atualmente é o supervisor da delegação em Mexicali.

– Tenho várias recordações muito presentes. Particularmente tenho uma memória visual muito boa. A competição aconteceu no mesmo ginásio do Mundial sub-23 que acabou semanas atrás. Eu acompanhava os jogos pelo YouTube, torcendo, com uma pontinha de saudade. Tenho memórias vivas daquela competição. Era uma época muito diferente do vôlei brasileiro. A gente tinha um time muito forte, psicologicamente também. Mas o Brasil até então não tinha vencido nenhum Mundial no masculino. Era bicampeão mundial juvenil no feminino (87 e 89) – relembra Leonardo.

No encontro dos técnicos do Mundial sub-21. Léo, sentado, é o primeiro da direita para a esquerda (FIVB Divulgação)

No encontro dos técnicos do Mundial sub-21. Léo, sentado, é o primeiro da direita para a esquerda (FIVB Divulgação)

O atual comandante do time sub-21 do Brasil admite que aquele Mundial era uma grande incógnita para o grupo que seria campeão.

– A gente nem sabia o que ia enfrentar. Treinamos dois meses em BH no CPOR com o Marquinhos (Lerbach). Tivemos um campeonato difícil. As três equipes mais fortes, de um total de seis, estavam na mesma chave: a gente, Rússia e Coreia. No primeiro confronto direto, perdemos por 3 a 2 para a Coreia. Estávamos vencendo por 2 a 0 e tomamos a virada. Fomos decidir a classificação no último dia, contra a Rússia. Era uma equipe forte e conseguimos ganhar. Fomos para a semifinal. Encontramos com eles de novo na final e vencemos. Tenho lembranças claras de lances daquele jogo. Mas não tínhamos muita noção do que era aquilo – conta.

Leonardo, que foi eleito o melhor levantador daquele Mundial, tinha no time uma arma que poderia acionar sempre, quase tenho certeza de ponto:

– Mesmo nos momentos mais difíceis tínhamos jogadores espetaculares, como o Marcelo Negrão, que viria a ser campeão olímpico três anos depois em Barcelona. Além dele, o nosso time tinha o Pinha (ponta), que jogou Olimpíada de 96, que era um outro fenômeno.

Sobre o Mundial que começa nesta sexta-feira, Léo não prevê moleza para o Brasil.

– Estamos no grupo mais difícil, com as quatro equipes tendo chances de chegar às semifinais. Cuba tem como base atletas que jogaram a Liga Mundial, o Pan-Americano e o Mundial Sub-23. O Irã há dois anos ficou entre os quatro melhores no infanto com o time que hoje é juvenil, é o atual campeão asiático. E a China é o vice-campeão mundial desta geração, eliminou o Brasil nas quartas de final em 2013, também no infanto – analisa o técnico, que no Brasil comanda a equipe masculina do São José.

 

 



MaisRecentes

Joelho afastará Gabi das quadras



Continue Lendo

As primeiras transmissões da Superliga na TV



Continue Lendo

Vaivém: Thaisa jogará a Superliga



Continue Lendo