Mexicali, dia 2: É 11 de setembro. Vai um fuzil aí?



Uma folheada nos jornais impressos depois do café da manhã em Mexicali. Periódicos mexicanos e americanos são oferecidos pelo hotel, já que aqui é a fronteira entre os dois países.

Vendem-se carros e armas

Vendem-se carros e armas

E o Union Tribune, de San Diego, em seu caderno de esportes, apresenta dois anúncios na mesma página. Um deles vende carros. Você encontra Mercedes, modelo fabricado no ano passado, sendo oferecido por quase 50 mil dólares. Ao lado, em um anúncio menor, você pode garantir também seu fuzil por dois mil dólares. Ou comprar uma pistola por US$ 500.

Me desculpem os que acham isso normal. Eu, porém, admito que na minha cabeça tal situação ainda é inadmissível. Entendo que o culto às armas é cultural, faz parte dos Estados Unidos. Grande parte da população tem a sua arma em casa, o pai ensina o filho a atirar no fim de semana de folga, o lobby das empresas armamentistas é bilionário… Mas ainda assim não consigo ver tudo isso com normalidade.

Coincidentemente hoje é dia 11 de setembro. Aquela data que todo mundo se lembra o que fazia quando as Torres Gêmeas foram derrubadas em Nova York. Aquela mesma data que fez o planeta entrar numa paranoia por segurança. E, 14 anos depois, ainda é normal por aqui abrir os classificados e procurar por um fuzil, uma pistola automática, um rifle de última geração…



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