Mexicali, dia 2: A estreia brasileira diante dos jovens cubanos



Rodolfo Sanchez e Pavel Pimienta fizeram parte de uma vitoriosa geração do vôlei cubano.  As medalhas de ouro no Pan de Havana em 1991 e na Liga Mundial de 1998 foram duas das principais conquistas da dupla em quadra. Hoje, sentados no banco de reservas, tentam fazer com que uma nova safra de atletas seja revelada por Cuba.

Sanchez, o primeiro em pé à esquerda. Pimienta, na outra extremidade, também em pé

Sanchez, o primeiro em pé à esquerda. Pimienta, na outra extremidade, também em pé

Nesta sexta-feira, com um elenco formado basicamente por jogadores infanto-juvenis (sub-19), a equipe caribenha foi derrotada pelo Brasil na abertura do Campeonato Mundial sub-21, em Mexicali, no México. A vitória verde-amarela aconteceu em sets diretos, parciais de 25-21, 25-18 e 25-15.

Enquanto todos os 12 jogadores do Brasil nasceram entre 1995 e 1996, o time cubano tinha apenas cinco nesta faixa etária. Outros cinco atletas nasceram em 1997, um é de 1998 e outro, pasmem, é de 2000, ou seja, tem apenas 15 anos. Mas se engana quem pensa que esses meninos são totalmente inexperientes. Alguns já disputaram até a Liga Mundial, competição adulta, caso do oposto Alfonso Abraham, o mais velho da equipe, com 20 anos.

– Estávamos seguindo este time de Cuba desde o campeonato continental da Norceca no ano passado, quando foram campeões com muita propriedade. Hoje sentiram bem mais a estreia do que a gente. Talvez até por terem tanto jogadores mais jovens. Fizeram uma partida muito abaixo do que podem fazer – comentou o técnico brasileiro Leonardo Carvalho.

No jogo desta sexta, Cuba chegou a dar trabalho para o Brasil, principalmente no primeiro set. O placar ficou equilibrado até o 17º ponto, quando o técnico Leonardo Carvalho colocou o ponta Leozinho no saque. E a diferença a favor da Seleção saltou de um para seis pontos, suficiente para o time abrir 1 a 0 (25 a 21).

 

Caio no ataque pelo Brasil (FIVB Divulgação)

Caio no ataque pelo Brasil (FIVB Divulgação)

No segundo set, Cuba começou a ter dificuldade para segurar o saque brasileiro (foram nove pontos em todo o jogo neste fundamento). Rodriguinho e Douglas Souza, os pontas titulares, eram os que mais forçavam. A diferença foi ficando confortável, tirando também um pouco do nervosismo da estreia. Mesmo sem ter pontuado muito no bloqueio, o fundamento que mais deixou a desejar no time, o Brasil fechou com tranquilidade em 25 a 18. O panorama foi mantido na terceira parcial, com Cuba sempre atrás do marcador, sem conseguir quebrar o passe brasileiro, e sem conseguir colocar pressão na Seleção.

Douglas Souza foi o principal pontuador do jogo: 13. Rodriguinho e Caio fizeram oito cada. Pelo lado cubano, o ponta Uriarte teve dez acertos.

Me chamou a atenção também uma característica que Sanchez tinha de sobra, mas que não faz parte do time: a capacidade de provocar. Em nenhum momento do jogo houve qualquer tipo de provocação por parte dos cubanos, algo que os brasileiros de outras gerações se acostumar a ver em quadra.

– A gente até esperava que eles provocassem mesmo. Talvez não tenha feito por terem ficado sempre atrás no placar – comentou o levantador e capitão Fernando Cachopa.

O time titular do Brasil foi: Cachopa (levantador), Caio (oposto), Rodriguinho e Douglas Souza (pontas), Rômulo e Robert (centrais) e Rogerinho (líbero). Entraram: Leozinho (ponta), Madaloz (oposto) e Pedro (levantador). E volto a falar mais sobre alguns deles a seguir.

O próximo compromisso brasileiro será no sábado, contra o Irã, as 23h (de Brasília). Cuba jogará duelo de vida ou morte com a China.



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