Meus parabéns para dois eliminados de sábado na Superliga



Vou inverter a lógica para exaltar Volta Redonda e Móveis Kappesberg/Canoas, que foram eliminados por Sada/Cruzeiro e Sesi, respectivamente, no sábado, nas quartas de final da Superliga Masculina.

Sem tirar qualquer mérito dos favoritos, que sempre estiveram na lista de prováveis vencedores da temporada e tinham como obrigação o avanço para a semifinal, os times comandados por Alessandro Fadul e Paulão devem servir de exemplo. Modelos para concorrentes e equipes que possam aparecer em breve no cenário nacional, sem orçamentos milionários.

Em Volta Redonda, o projeto de quatro anos esteve com os pés no abismo. Atraso de salário na temporada passada, jogadores insatisfeitos,  credibilidade em xeque e até alguns embates com a CBV, como já relatado aqui no blog. Mas, com trabalho sério, o cenário mudou. E o tal profissionalismo, que todo mundo fala, dá resultado quando levado ao pé da letra. E assim o Voltaço, sem astros badalados do país e muito menos estrangeiros, entrou nos playoffs, encheu seu ginásio e fez uma série duríssima com o atual campeão Sada/Cruzeiro. Deve sair de cabeça erguida e acreditar que plantou um semente para a próxima temporada.

Já em Canoas, uma vitória de persistência. Não sei se vocês se recordam, mas o time gaúcho já queria ter jogado a Superliga na temporada passada. Não jogou, ficou p. da vida com a CBV, mas resolveu encarar a segunda divisão. Subiu e ainda assim não teve vida fácil, mesmo sendo o único representante de um estado tão tradicional quanto o Rio Grande do Sul. E olha a persistência aí de novo. Paulão formou um grupo de jogadores experientes, cientes de que o projeto precisaria ser abraçado por todos, já que o orçamento não cobria toda a temporada. Gustavo aceitou o desafio e virou uma espécie de “manager”, passando a conviver com reuniões com políticos, empresários e dirigentes das mais variadas esfera de poder.  Tentou usar sua imagem e seu currículo em prol do projeto. Muitos atletas acreditaram nele, toparam fazer parte da empreitada. Já outros deixaram o barco, como André Nascimento. Um apoio aqui, outro ali e o Móveis Kappesberg/Canoas, time mais velho da competição (30,8 anos em média), fez uma série muito parelha com o estrelado Sesi, após brigar até o fim da fase de classificação pelo quarto lugar, algo muito além do que se esperava.

É muito saudável para o vôlei nacional ver o resultado positivo de dois projetos que pararam nas quartas de final, mas já dão como certa a manutenção para a temporada 2013/2014.

 

 



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