Com méritos, Brasil cumpre obrigação



Com direito a uma parcial de 25-6 (!?!), o Brasil derrotou a Venezuela por 3 a 0, na noite de sexta-feira, e conquistou em Santiago (CHI) o Campeonato Sul-Americano masculino.

O resultado garantiu vaga direta para o próximo Campeonato Mundial, que acontecerá no ano em duas sedes: Itália e Bulgária.

E quais os méritos de uma campanha com vitórias sobre os poucos expressivos Paraguai, Chile, Colômbia e Venezuela (duas vezes), sem perder sets?

Block em ação na decisão (Max Montecinos/FEVOCHI)

Block em ação na decisão (Max Montecinos/FEVOCHI)

1) Seriedade: em nenhum momento da competição o time comandado por Renan Dal Zotto encarou os adversários com soberba, mesmo ciente do gigantesco abismo técnico existente. Abriu o torneio com um set vencido por 25 a 4 sobre os paraguaios e em apenas três das 15 parciais disputadas viu rivais marcarem 20 pontos ou mais. Nas regras “não escritas” de ética no esporte, não menosprezar adversários demonstra sempre caráter. E quem faz isso ganha mais respeito dos próprios rivais.

2) Hegemonia: todo Sul-Americano masculino carrega a mesma obrigação para o Brasil. Ser campeão. Em 32 edições, a Seleção venceu 31. O único “revés” aconteceu em 1964, quando a competição não contou com o Brasil, ausente por problemas políticos. Qualquer resultado diferente de título será encarado como fracasso. Falando em fracasso, quem deixou o Chile com tal rótulo foi a Argentina, eliminada na semifinal pela Venezuela, apesar de jogar com boa parte dos principais jogadores.

3) Entrosamento: Renan resolveu levar força máxima para o Chile. Manteve praticamente o mesmo grupo do vice-campeonato da Liga Mundial, basta ver a escalação titular na final: Bruninho, Wallace, Lucarelli, Maurício Borges, Lucão e Maurício Souza. Ainda assim o técnico pôde fazer observações, com Tiago Brendle  voltando a passar mais tempo em quadra como líbero, além de ter no grupo Douglas Souza e Isac, peças que ainda podem ganhar mais espaço. Teste importante para a Copa dos Campeões, competição bem mais forte que será disputada no Japão ainda em 2o17.

 

 

 



  • L. Mesquita

    Daniel, morri de RIR com o VOLOCH quase CORTANDO OS PULSOS quando a ARGENTINA perdeu para a VENEZUELA a semifinal do SUL-AMERICANO. VOLOCH não escondia de NINGUÉM que estava torcendo pra ARGENTINA e contra o RENAN DALZOTO…

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