Mari fora da Olimpíada



Muita gente vai comentar esse post lendo apenas o título. E prevejo trabalho na moderação dos comentários.

Se muitos se assustaram com o corte de Fabíola, a ausência da Mari da lista olímpica é uma bomba atômica. E fica difícil saber o tamanho do estrago no ambiente e o quanto a ausência da camisa 7 será sentida em Londres.

Vou começar pelo fim. Mari não jogou como Mari nos últimos tempos. Ponto. Sua queda de produção é clara. E aqui estou analisando apenas a Mari, não Paula, Jaqueline, Sheilla e outras. Que fique claro. E o histórico dela é para ser aplaudido também. Mas estamos falando do hoje.

A mudança de posição é uma prova deste momento ruim vivido por ela. Como ponta, comprometia o passe. E assim ficava com a obrigação ainda maior de resolver no ataque. E a cabeça pesa muito mais nesta situação. Mari também conviveu com problemas físicos neste período, sendo o último, no ombro, um impedimento para que ela imprimisse a mesma potência de outros tempos no ataque.

Dito isso, concordo com a ausência dela do time titular da Seleção, tanto na ponta quanto na saída de rede.

Por outro lado, acho que Mari poderia estar na lista das 12 que irão para Londres, apesar de tudo o que escrevi acima. Segundo a nota da CBV, ela foi cortada por questões técnicas. O que me dá a impressão de que o físico não era mais problema. Com duas Olimpíadas nas costas, nas quais foi do inferno ao céu, Mari tem experiência para superar um momento ruim, por mais que ele seja longo. E acho que poderia, tecnicamente, ser importante na Olimpíada.

Mas estou dizendo isso de fora, sem acompanhar o dia a dia dos treinos em Saquarema. José Roberto Guimarães está perto dela, entende de vôlei milhões de vezes mais do que eu e tem informações privilegiadas de bastidores. Com certeza pesou os prós e contras desta decisão. Na quinta, Saquarema vai receber a imprensa e teremos uma melhor ideia dos motivos para o corte de Mari.

Como já escrevi antes, acho que a intenção dele é sacudir um grupo que me pareceu acomodado nas últimas grandes competições. Ele deu chances, testou e ainda assim não ficou satisfeito com algumas atletas que pareciam intocáveis. Pelo ouro olímpico, resolveu correr o risco de fazer uma grande mudança às vésperas do embarque.

Se der certo, muitos irão aplaudi-lo pela coragem. Se o ouro não vier…

E repito: poderemos ter mais notícias bombásticas. São 14 atletas treinando e mais dois cortes pela frente!



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