Desmotivação: a explicação oficial para a saída de Marcelinho e Rodrigão



Por intermédio de notas oficiais, o levantador Marcelinho  e o central Rodrigão explicaram como foram as reuniões que tiveram com a Sky, patrocinadora do Pinheiros, sobre a saída de ambos do time paulistano.

Pela declaração de Marcelinho, a demissão não ocorreu por questão técnica, mas por ele estar “triste e desmotivado”. Já Rodrigão

Veja abaixo:

MARCELINHO

Uma reunião realizada na tarde da última segunda-feira, na sede da SKY, em São Paulo, definiu a situação do levantador Marcelinho. O jogador, dispensado pelo Pinheiros (SP) antes do Natal, sem que o clube se manifestasse de maneira oficial sobre os motivos, se encontrou com diretores da empresa patrocinadora da equipe paulista. Marcelinho, que tem contrato até o meio de 2012, esteve reunido por cerca de uma hora e ficou resolvido que não voltará ao Pinheiros. Os detalhes sobre o contrato, no entanto, só serão discutidos em novo encontro, na semana que vem. Sendo assim, Marcelinho não tem mais vínculo com o clube.

– Tivemos uma reunião e a conversa foi bem franca. Toda essa situação foi chata, muito ruim e desnecessária, até porque sempre houve diálogo dentro do grupo. Todos saíram perdendo com isso, nós, clube, patrocinador e o vôlei. Na reunião, falaram que o Mauro Grasso pediu a minha dispensa porque estava me achando triste e desmotivado, mas nunca veio falar sobre isso comigo. Desmotivado eu não estava, não havia motivo pra isso, mas concordo que estava triste, sim, e não poderia ser diferente, os resultados não estavam aparecendo e todo o grupo estava muito incomodado com essa situação. Nossa equipe foi montada para conquistar títulos, para vencer e não aconteceu, então é normal que todos fiquem chateados, mas desmotivado nunca estive. Na semana que vem vamos nos reunir novamente para definir o meu futuro – comentou Marcelinho.

Sem poder atuar por um clube brasileiro – o regulamento da Superliga não permite que um atleta que já tenha entrado em quadra por uma equipe se transfira para outra durante o campeonato -, Marcelinho ainda não sabe como e nem onde será o seu futuro. Certo apenas que o Réveillon em casa, no Rio de Janeiro, com a família.

– Vou aproveitar essa semana para descansar com a minha família e pensar sobre o futuro. Não tenho planos, nada ainda em vista, não sei como vai ser o restante da temporada. Não esperava que isso fosse acontecer – completou.

RODRIGÃO

Em companhia de Douglas Sousa, agente da 7mais7 Sports, empresa que gerencia minha carreira, participei de uma reunião no início da tarde desta terça-feira com representantes da Sky.

No encontro, o assunto foi a decisão do Esporte Clube Pinheiros de não contar mais com meus serviços no restante do meu contrato, assinado em julho de 2009 e que iria até julho de 2012.

Durante a conversa, a diretoria da Sky informou que a iniciativa da rescisão do acordo foi exclusivamente do Pinheiros, que atendeu a uma determinação da comissão técnica comandada por Mauro Grasso.

Mesmo não tendo sido consultada sobre essa atitude, a Sky avalizou a decisão do Pinheiros e irá providenciar a rescisão do meu contrato, assumindo os encargos decorrentes dessa medida.

Os detalhes serão resolvidos em uma reunião com representantes do departamento jurídico da empresa, agendada para o dia 4 de janeiro.

Segundo me comunicaram, o treinador alegou que eu não apresentava motivação suficiente para prosseguir meu trabalho com o grupo do Pinheiros/Sky e que ele, como “não conseguia me motivar”, achava melhor que eu não permanecesse defendendo a equipe.

Apesar de respeitar a decisão do Pinheiros e da Sky, quero deixar claro que não concordo com os motivos alegados. Já defendi grandes clubes no Brasil e na Itália e há mais de 10 anos tenho o orgulho de jogar com a camisa da seleção brasileira no período mais vitorioso de sua história.

Sempre fui um atleta que respeitou e lutou pela equipe em que estava. Eu e meus clubes passamos por momentos bons e ruins, mas com muito trabalho e dedicação nos treinos e nos jogos conseguíamos a superação e a conquista de muitos títulos.

Não sou um jogador de me acomodar e aceitar passivamente quando os resultados esperados não acontecem. Talvez essa minha característica tenha sido compreendida de outra forma pelas pessoas do Pinheiros.

Vale destacar que o clube poderia ter tomado essa decisão em um momento mais apropriado e não agora, depois de disputados mais de 10 jogos e exatamente no último dia de inscrições de atletas para a Superliga.

Se eu tivesse sido comunicado antes do início da competição, poderia seguir minha carreira em defesa de outra equipe. Essa simples atitude certamente evitaria mágoas entre as partes, o que acabou sendo inevitável da forma como as coisas foram conduzidas.

Lembro também que, ao contrário do que foi citado por alguns veículos de comunicação, o meu projeto de participar da criação de uma equipe de vôlei adulto na cidade de Santos em nada influenciou minha saída do Pinheiros.

Manifestei essa minha intenção claramente desde o início e a diretoria da Sky esteve sempre ciente e, em momento algum, esse fato foi colocado como motivo de minha dispensa.

A partir de agora, vou procurar decidir o meu futuro profissional. Minha preferência é por permanecer no Brasil e vou procurar acelerar ainda mais a formação do time de vôlei de Santos, projeto pessoal que é um sonho antigo e que, aliás, conta com a simpatia da Prefeitura local e do Santos Futebol Clube.

Agradeço aos meus ex-companheiros do Pinheiros/Sky pelos 18 meses em que trabalhamos juntos, desejando a todos muito sucesso.



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