Maracanãzinho, dia 1: Vento forte no ginásio preocupa Seleção



Os levantadores William e Bruninho deixaram o primeiro treino da Seleção Brasileira no Maracanãzinho com a mesma preocupação: o ar condicionado.

Não, eles não reclamaram do frio, mas sim do vento forte que, em algumas situações, muda a trajetória da bola.

– O ginásio está lindo. Entrar e ver os aros no piso foi bem legal. Eu senti um pouco o ar condicionado quando entrei, acho que a climatização está um pouco forte, e a bola vem variando bastante. É bom a gente ficar esperto porque está diferente. Fiz até umas bolas a mais ali no fim do treino para sentir se era bem isso ela dá uma variadinha, sim. O pessoal da praia ia se adaptar melhor do que eu aqui (risos). Mas se for assim mesmo quando começar o torneio, a gente vai ter que se adaptar – disse William, o primeiro a levantar o problema na saída do treino.

Vento do ar condicionado chacoalha as bandeiras no teto do ginásio (Daniel Bortoletto)

Vento do ar condicionado chacoalha as bandeiras no teto do ginásio (Daniel Bortoletto)

Bruninho, titular da posição, reforçou o discurso do companheiro.

– Quando tem uma defesa e a bola vem um pouco alta, ela vem variando um pouco e você olha e fala: E agora, né? O lance é não pensar muito também, se começar a pensar em querer dar a bola mais precisa e pode acabar cometendo um erro a mais. São coisas que você tem que tentar tirar da cabeça, em jogar e os atacantes ajudarem em certos momentos se a bola estiver muito alta. A gente não sabe se vai mudar ou não, mas acho que no geral foi bom para se ambientar. A luz está diferente. O placar é diferente. Ele está com uma nova disposição, mas é um bom ginásio. Está claro no meio e o entorno está escuro. Então parece que só a quadra é iluminada e de certa forma ajuda. A coisa do vento a gente se habitua no jogo – afirmou.

Bernardinho, ex-levantador, foi informado pela dupla sobre o problema. E admitiu ter percebido assim que entrou no ginásio. Mas citou que o problema não é uma exclusividade do Maracanãzinho.

– Quando eu entrei eu já vi as bandeiras (o vento faz com que elas, colocadas bem no alto do ginásio, ficam tremulando bastante). Se fosse eu não conseguiria levantar as bolas. Foi a mesma sensação que tive em Atenas. O vento no ginásio era impressionante e nossos levantadores eram Maurício e Ricardo. A bola não chegava. Em Belgrado, na Liga Mundial de 2009, nosso primeiro treino foi um horror. Mas vai ser um problema para todo mundo, mas com o ginásio lotado, com a presença das pessoas, isso modifica um pouco.



MaisRecentes

Minas espera Hooker ainda em outubro



Continue Lendo

Vaivém: Vôlei Nestlé confirma apresentação de peruana



Continue Lendo

Vaivém: Polonesa é esperada em Barueri



Continue Lendo