Mais um título (talvez o mais difícil) do Sada/Cruzeiro



A manhã de 6 de maio de 2018 terá um espaço especial na história gloriosa do Sada/Cruzeiro.

Com o Mineirinho lotado em Belo Horizonte, o time de Marcelo Mendez conquistou pela sexta vez a Superliga Masculina ao bater o Sesi com direito a um eletrizante 22 a 20 no tie-break.

E qual o motivo para o 31º título do projeto cruzeirense ser um dos mais difíceis, como está no título deste post?

A começar pela decisão. O Sesi valorizou demais a conquista do Sada/Cruzeiro. E não apenas no segundo jogo, neste domingo. Perdeu por 3 sets a 2 no Ibirapuera, teve um desempenho ainda melhor em Minas e esteve a um pontinho de levar a definição para o golden set. Exigiu ao máximo os donos da casa. Certamente um revés dolorido para a equipe paulista por ter estado tão perto do objetivo.

Mas não é apenas por isso que a conquista é especial. Volte algumas semanas no tempo e lembre-se que o Sada/Cruzeiro começou as semifinais contra o EMS/Taubaté perdendo por 2 a 0. O rival paulista teve a oportunidade de fechar a série em casa. Não aproveitou e levou a virada na série em melhor de cinco.

Festa do Cruzeiro no Mineirinho (Wander Robert/Divulgação)

Em resumo: o Sada/Cruzeiro foi testado de verdade pelos adversários. Mostrou sua capacidade técnica, física, tática e psicológica e saiu vencedor mais uma vez. Encerra assim a temporada com a manutenção da hegemonia no vôlei nacional, tendo conquistado Mineiro, Superliga, Copa do Brasil, Supercopa e Sul-Americano.

Uma frase do capitão Filipe ajuda a explicar o que escrevi acima:

– Nosso time é muito focado, nós passamos por nossas dificuldades, mas nossa equipe tem maturidade. É um grupo que está acostumado a jogar junto há bastante tempo e a crescer nas decisões.

E um outro ponto a destacar. Marcelo Mendez tem conseguido, ano após ano, reinventar esse Sada/Cruzeiro. Duas temporadas atrás, perdeu o oposto Wallace. Acabaria ali a hegemonia? Chegou Evandro e virou protagonista em momentos importantes. No ano passado, saiu William. Agora acabou, né? Não. Chegou o argentino Uriarte, viveu uma cobrança enorme e foi decisivo em jogos grandes, como o de hoje, quando ganhou merecidamente o VivaVôlei como melhor em quadra. Sairá agora Leal, rumo ao vôlei italiano após seis anos no projeto, 25 títulos e um protagonismo raro. Será que alguém ainda arrisca que sem o ponta o período glorioso acabará? Eu não arriscaria.

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