Mais um time alega problemas financeiros e abandona o Campeonato Italiano



A crise no vôlei da Itália é cada vez mais séria.

O Modena, em profunda crise econômica, fechou as portas e não irá terminar a disputa do Campeonato Italiano feminino.

A confirmação aconteceu nesta quarta-feira, com um comunicado oficial publicado pelo clube em seu site oficial.

A possibilidade já era discutida nas últimas semanas, mas existia a esperança de que o fim das atividades fosse decretado somente ao término da temporada. Os dirigentes disseram, entre outras coisas, que o terremoto que atingiu a região, em maio do ano passado, afetou a atividade dos patrocinadores, minando a capacidade financeira do time.

E se engana quem pensa que o time fazia uma campanha pífia e lutava pelos últimos lugares. O Modena ocupava a terceira posição na competição, com 23 pontos (6 vitórias e 6 derrotas), apenas um atrás do Bergamo, vice-líder.

O elenco contava com estrelas do quilate da cubana naturalizada italiana Taismary Aguero, as americanas Alisha Glass e Christa Harmotto, além de Jenny Barazza, Paola Croce e Paola Paggi, com passagens pela Azzurra.

Além disso, a cidade de Modena é a capital do vôlei italiano, tem uma tradição absurda no esporte e abriga um museu do esporte. Não é pouca coisa, não!

O Modena é o segundo time a abandonar o Italiano Feminino. Em dezembro, o Crema, promovido para a Primeira Divisão na temporada anterior, também alegou problemas financeiros e deixou a competição.

Assim, o Italiano que começou com 12 times vai terminar, se mais ninguém fechar as portas, com dez. E pensar que menos de uma década atrás a Itália era o eldorado do vôlei mundial.



  • Emanuella

    Caraca, o terceiro colocado abandonar o campeonato pro falta de grana. ta feia a coisa na Europa mesmo

  • Adriano

    Há menos de uma década atrás, a Itália era o eldorado do vôlei mundial. Mas isso nunca impediu essa tradição funesta de times italianos fecharem durante a disputa da temporada. Isso aconteceu diversas vezes durante esses últimos 10, 12 anos, tenho a impressão que a situação era recorrente a cada 2, 3 anos, sem que a Federação ou a Liga tenham conseguido coibir a presença desses times aventureiros. O que nunca havia acontecido, creio, era 2 times acabarem na mesma temporada – ou que um dos times interrompidos fosse um dos grandes.

    Pelo menos no Brasil, nunca acontece isso de os times fecharem durante a temporada. Normalmente, os grandes patrocinadores esperam 2 ou 3 anos até não conseguirem os resultados esperados para puxar os fios.

  • Jairo(RJ)

    Daniel, aqui mesmo já tinha lido sobre a situação do Sisley Treviso em 18/06 passado. No final do texto você citou: “O jogo parava o país. Hoje, a Itália aparece com status de quarta ou quinta força do mercado masculino, atrás de Rússia, Polônia e Brasil e perdendo espaço para Turquia e Japão. E o pior, segundo muitos analistas locais, ainda não foi visto.”

    Os mercados fortes ainda são esses ?

    • Daniel Bortoletto

      sim. Itália cada vez mais perdendo força e representatividade internacional

  • As mais bem pagas do mundo

    A cidade de BAKU é a capital do vôlei feminino europeu, é a cidade europeia com o maior número de times profissionais de vôlei, são 6 times profissionais com estrangeiras contratadas de vários lugares do mundo: Azərreyl Baku, Azeryol Baku, İqtisadçı Baku, Lokomotiv Baku, Rabitə Baku e Telekom Baku.
    As jogadoras mais bem pagas do Vôlei Mundial estão no AZERBAIJÃO e na TURQUIA:
    – as ponteiras-passadoras MVP’s OLÍMPICAS de LONDRES e PEQUIM, a coreana KIM e a brasileira PAULA, no Fenerbac ISTANBUL;
    – a oposto colombiana Madelaynne MONTANO, no Rabita BAKU;
    – a oposto turca Neslihan DARNEL, no Eczacibasi ISTANBUL;
    – a levantadora tailandesa Nootsara TOMKOM, no Igtisadchi BAKU;
    – a meio-de-rede italiana Simona GIOLI, no GALATASARAY ISTANBUL;
    – a meio-de-rede alemã Christiane FÜRST, no Vakifbank ISTANBUL;
    – a meio-de-rede alemã Corina SSUSCHKE-VOIGT, no Lokomotiv BAKU;
    – a oposta holandesa Manon FLIER, no Azerrail BAKU.

  • Bia Ferraz

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