Lucas Lóh com status de protagonista no Brasil Kirin



Há duas semanas estive em Itu, no interior de São Paulo, acompanhando o lançamento oficial da equipe Brasil Kirin, na fábrica da empresa.

O convite me proporcionou rever craques das antigas, como a dupla Maurício e André Heller, campeoníssimos com a Seleção Brasileira, além de conhecer mais do projeto, que inicia o terceiro de quatro anos do acordo inicial, período longevo na média nacional, além de entender melhor como o time de Campinas visa encarar a Superliga 2015/2016.

O elenco da equipe de Campinas (Divulgação)

O elenco da equipe de Campinas (Divulgação)

Me chamou bastante a atenção a linha de pensamento de Alexandre Stanzioni para a montagem do elenco.

– Nossa opção foi trazer jogadores que ainda estão em processo de crescimento e não aqueles já consagrados na Seleção. A ideia foi pegar esses objetivos individuais dos atletas, traçar os coletivos juntos e assim alçar voos mais altos no geral e no individual. Até na escolha dos estrangeiros foi nesta linha. Apesar de mais experientes, eles querem emplacar em outros mercados. Mentalmente quero todos pensando alto – comentou o técnico.

E com tal explicação você pode entender melhor as escolhas pelo ponta Lucas Lóh, pelo líbero Thiago Brendle, além dos gringos: o levantador argentino Demian Gonzalez (única ausência por estar com a seleção) e o ponta romeno Olteanu. São quatro das principais novidades da equipe.

E recairá nos ombros de Lucas Lóh, presença constante nas últimas convocações de Bernardinho, a missão de assumir papel de protagonista na equipe campineira.

– Conheço o Lucas lá de trás, nas categorias infanto e juvenil. Acho que ele precisa subir este degrau mesmo, assumindo uma equipe com essa responsabilidade que ele terá aqui. Ele tem um grande potencial para a Seleção. E acho que essa ajuda que gente vai ter, de oferecer essa carga de pressão para ele, vai ser importante para o sucesso na carreira. Lucas está buscando seu espaço na Seleção, precisa de um clube para ajudar nisso – disse o treinador.

Lucas Lóh tem 24 anos e vem de uma temporada na Polônia, onde defendeu o Zaksa Kedzierzyn-Koźle. E fiz uma entrevista com ele sobre os planos neste retorno para o vôlei brasileiro.

Início no Brasil Kirin
“Já deu para ver que o projeto tem uma organização esplêndida. É a primeira vez que vejo isso aqui no Brasil em time que eu jogo. Empresa dando todo o apoio, com estrutura fora da quadra. Acho que é isso que muitos times brasileiros devem seguir como exemplo”

O ponta Lucas Lóh (Divulgação)

O ponta Lucas Lóh (Divulgação)

A passagem pela Polônia
“Foi uma decisão difícil ter ido para lá. Primeira temporada, jovem, mundo completamente diferente em todos os sentidos, não só no vôlei, mas na cultura, língua complicada. Fui com a intenção de absorver o máximo, aprender em todos os aspectos. E consegui. Profissionalmente falando, acho que participei de um dos campeonatos com melhor organização do mundo. Falo de vestiários impecáveis, qualidade de jogo… Foi um crescimento muito importante. Volto com uma bagagem bem legal”

A fanática torcida polonesa
“Me surpreendi. Todo jogo lotado, com torcida organizada, sempre cantando, espetáculo em todas as partidas. É o esporte número 1 deles. Os poloneses fazem de tudo para se tornar uma coisa bonita, para as pessoas irem ao ginásio. Espetaculares a organização e a torcida”

Volta ao Brasil e foco na Olimpíada
“É um dos meus grandes objetivos mesmo com o acerto aqui no Brasil Kirin. Todo mundo almeja a Seleção e ainda mais jogar uma Olimpíada em casa. Estar aqui, sendo observado de perto pela comissão técnica da Seleção, pode me ajudar demais a realizar este sonho. Sou novo, tenho muito a conquistar, mas estou trabalhando para isso agora”

A evolução na Europa
“Tomei muita porrada no saque. Vou te falar a verdade. O peso do saque é impressionante. Até o flutuante é complicado. Acho que volto mais forte no passe, pelo nível dos sacadores de lá”

Balanço sobre 2014/2015
“Foi melhor do que que pensei. Fato de ser brasileiro me deu uma responsabilidade ainda maior lá. E a cobrança vem com isso. Foi legal lidar com essa situação”

Ver o Mundial de perto
“Por porquinho não participei, né? Mas fui aos jogos, acompanhei, estava com os meus colegas brasileiros. O país parou, cara. Foi muito interessante, todo mundo nas ruas”

Seleção na última Liga Mundial
“Foi uma experiência triste. Perdemos a oportunidade de ter uma preparação melhor ainda mais pensando na situação olímpica de poder atuar no Maracanãzinho. Acho que foi a pior perda. O lado bom é que ainda podemos perder. Em 2016 não poderemos. O foco está lá na frente. Temos de colocar os pingos nos is, descobrir porque estão acontecendo determinadas coisas e resgatar valores que podem ter se perdido ao longo do tempo. É consertar o que falhou e recuperar o espírito da Seleção, coisa que a gente perdeu no primeiro jogo e depois recuperou um pouco no segundo. A tônica da Seleção precisa ser não esmorecer nunca”



  • Billy

    Apesar de jovem ainda o Lucas está jogando cada vez melhor.Admiro esse jogador e torço para que ele melhore cada vez mais.Ele já é realidade na seleção brasileira e se continuar evoluindo, em breve poderá se tornar titular absoluto também.Sorte para ele…

  • Guilherme

    Única esperança real de parceiro minimamente a altura do Lucarelli nas pontas a curto prazo, tomara q assuma o posto de fato no Kirin e q por consequência seja de fato dado ele a chance de ser testado pra valer na seleção, Murilo com dois braços engessados e Lipe q só sabe sacar, mas como o Bernardinho duvido muito q isso aconteça.

  • Kleber Alves

    Time para ficar entre o 4º e 7º lugar.

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