Lloy Ball fala ao LANCE! e admite voltar a jogar



Nas páginas do LANCE!, hoje, uma entrevista com Lloy Ball, um dos melhores levantadores de todos os tempos. Pra mim, está entre os três melhores que eu vi jogar.

Veja abaixo o que o americano,que anunciou a aposentadoria aos 39 anos, disse ao repórter Luiz Paulo Montes. Para surpresa de muitos, a pausa pode ser temporária. Mas não no Brasil, infelizmente.

– Sempre quis experimentar um país de clima quente. E o Brasil tem um campeonato muito forte. Mas na minha idade, duvido que aceitaria uma oferta do Brasil agora….

Leia abaixo a reportagem.

O americano Lloy Ball decidiu dar um tempo na carreira. Inicialmente, ficará um ano parado e, depois, repensará se voltará a jogar. A decisão foi tomada pelo jogador após o encerramento da última temporada – ele atuou as últimas cinco pelo Zenit Kazan (RUS).

E foi justamente a longa permanência na Rússia que o fez optar pelo afastamento. Fisica e mentalmente cansado, o levantador, de 39 anos, admitiu em entrevista exclusiva ao LANCE! que não aguentava mais o ritmo e a pressão.

– A temporada passada foi a mais difícil da minha carreira. Tive problemas nas costas e no joelho que não me deixaram atuar em alto nível. Depois de cinco anos no mesmo time, mesma cidade, fiquei aborrecido com tudo – afirmou.

Após o término deste primeiro ano afastado, Ball só retornará ao vôlei se um clube “certo” lhe fizer uma proposta – leia-se, um time com boa estrutura, que ofereça condições para atuar em alto nível e no qual consiga manter a família por perto.

Agora ex-levantador, Lloy Ball revelou que não trabalhará em nada neste período afastado. Longe da esposa e dos dois filhos (um menino de 10 anos e uma menina de 5) há seis meses, ele quer aproveitar o raro tempo livre em sua carreira para curtir a família e viajar pelos Estados Unidos, onde morará.

Em 2008, Ball teve a melhor temporada de sua carreira. No Rio de Janeiro, conquistou o primeiro título da Liga Mundial com os Estados Unidos. Depois, no mesmo ano, conquistou o ouro olímpico em Pequim (CHN), ao derrotar o Brasil na decisão. Ball viria a ser eleito o melhor levantador do mundo naquele ano.

Mesmo aposentado, Ball não se desligará totalmente do vôlei. Inicialmente, deseja iniciar uma carreira como técnico a nível universitário e, quando os filhos já estiverem maior, treinar, possivelmente, uma equipe estrangeira.

Confira uma entrevista exclusiva com Lloy Ball:

LANCENET! – O que foi decisivo para você resolver deixar o vôlei?
LLOY BALL – Cinco anos é muito para ficar em um lugar. Os mais jovens param de ouvir você, a pressão de jogar 60 partidas e tantos campeonatos é muito para mim. Fiquei sem minha família por seis meses, meus filhos precisam do pai.

LANCENET! – Seu último time, o Zenit Kazan, decidiu aposentar a camiseta que você usava. Como viu essa homenagem, pouco comum no vôlei?
LLOY BALL – É uma grande honra. Eu me sinto muito ligado ao clube, que realizou muitas coisas por mim. Mesmo sendo americano, eu era o capitão do time nesse período.

LANCENET! – Arrepende-se de algo em sua carreira? Faria algo diferente?
LLOY BALL – Eu não me arrependo de nada. Eu joguei 100% o tempo todo. Tive grandes momentos, conheci o mundo, aprendi novas culturas, festejando com amigos e familiares. Também pude jogar pela seleção do meu país. Aproveitei cada minuto da carreira.

LANCENET! – Como vê o Brasil hoje, em comparação com o de 2008?
LLOY BALL – O Brasil está melhor agora, sem dúvidas. Eles são muito profundos como uma equipe, tem bons jogadores. Hoje, acho que é um time com 12 a 15 bons jogadores. Em 2008, na Olimpíada, era diferente. Tinham de 6 a 8 bons jogadores apenas.



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