Lista de preocupações olímpicas aumenta



– Se a Olimpíada fosse hoje teríamos sérios problemas.

A frase acima é de José Roberto Guimarães e acende o sinal amarelo para o cenário da Seleção Brasileira feminina, atual bicampeã
olímpica, a pouco mais de oito meses da Rio-2016. E a preocupação do treinador tem vários nomes: Fabíola, Fernanda Garay, Sheilla, Thaisa, Tandara, Jaqueline…

A levantadora Fabíola, que trocou recentemente o Dínamo Krasnodar (RUS) pelo Volero Zurich (SUI), está grávida e terá o segundo filho em maio. Sobrariam assim apenas dois meses para ela recuperar a forma física e o ritmo de jogo.

– Fico feliz por um lado, pois estamos falando de uma criança, é a família. Mas triste por outro. Fabíola mostrava evolução para estar numa Olimpíada – comentou Zé Roberto, que cortou a jogadora na reta final dos Jogos de Londres.

Neste cenário aumenta a chance de Macris, do Terracap/Brasília, testada em algumas competições em 2015, ser a reserva de Dani Lins.

A “cegonha” também faz o técnico monitorar a oposto Tandara. Ela deu a luz em setembro e somente agora vem retornando aos treinamentos com bola pelo Camponesa/Minas. Em BH ela é acompanhada por Paulo Coco, treinador do time e assistente de Zé na Seleção. Para tentar recuperar espaço, Tandara planeja voltar a fazer treinos de salto para bloqueio em duas semanas.

Zé durante jogo do Brasil com a Bulgária (Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Zé Roberto preocupado com momento (Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Por questões médicas, Zé Roberto também perde o sono. A bicampeã olímpica Thaisa voltou a jogar neste mês, após operar os joelhos. Seu retorno até foi um pouco acelerado já que Adenízia, outra selecionável do Vôlei Nestlé, está afastada por lesão no tendão do pé esquerdo. Jaqueline, outra campeã em Pequim-2008 e Londres-2012, com uma contratura na coxa, desfalca o Sesi na Superliga. A ponta teve o ano prejudicado ainda por um problema pulmonar.

Por fim, o técnico vê outros dois pilares do time em dificuldades. A oposto Sheilla, outra bicampeã olímpica, está na reserva no Vakifbank, da Turquia. Já a ponta Fernanda Garay, titular desde 2012, entrou em litígio com o Dínamo Krasnodar por falta de pagamento e segue sem definir o futuro. Ela tem propostas de times brasileiros e chineses.

– Estamos a 255 dias da Olimpíada e nosso tempo de trabalho em 2016 será curto. Não é nada confortável.

BATE-BOLA JOSÉ ROBERTO GUIMARÃES

Como você vê a situação da Sheilla na Turquia?
Ela não tem jogado e isso é bastante negativo. Sei que está se cuidando fisicamente. Irei para a Europa em janeiro e passarei alguns dias com ela em Istambul. Espero que a Sheilla consiga melhorar para voltar a ganhar tempo em quadra.

E o caso da Fabíola?
Falamos por mensagem. Três jogadoras já me ligaram depois que souberam da gravidez. Elas estão preocupadas também. Eu avisei todas elas neste ano que precisariam se cuidar para chegarem bem na reapresentação. O Zé Elias (Proença, preparador físico) tem mantido contato com elas e me passa um feedback. Temos de monitorar de perto todas elas.

E como está o planejamento com a CBV para o próximo ano?
Já apresentei toda o projeto para 2016 e eles aprovaram. Não estão medindo esforços para atender. No dia 2 de janeiro viajo para a Europa, onde irei acompanhar o classificatório europeu, que começa no dia 4. Depois passarei alguns dias em Istambul, para acompanhar a Sheilla. Tinha colocado no planejamento de ver alguns jogos da Champions, inclusive a Fabíola. Mas não sei se ela deve jogar agora.



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