Liga Mundial: Cuba sem alguns titulares. Medo de deserção?



A lista de 14 jogadores para a estreia de Cuba na Liga Mundial surpreendeu pela ausência de vários titulares na campanha do vice-campeonato mundial.

Estão fora o central Simon, que era o capitão do time, o levantador Hierrezuelo e o ponta Leal.

Oficialmente, os dirigentes caribenhos citam vários motivos para a ausência dos jogadores: problemas físicos, baixo rendimento escolar e faltas em treinos.

Mas, nos bastidores, comenta-se que Cuba está com medo de uma nova deserção em massa durante uma das viagens da Liga Mundial. Durante o último Campeonato Mundial, escrevi uma reportagem para o LANCE! sobre a pressão que alguns cubanos estavam recebendo na Itália para desertarem. 

Além de oferta salarial milionária, carros e apartamento, a tática usada por alguns clubes italianos é o convencimento partir dos próprios cubanos que já fugiram do país e atuam na Itália atualmente. Em Verona, por exemplo, vi de perto dirigentes do Trentino, acompanhados do atacante Juantorena, sondando Simon. Mas os dirigentes cubanos estão escaldados e há tempos reforçaram a segurança do elenco. Tanto que o assunto é proibido entre dirigentes e atletas.

Certo apenas que o fenômeno Leon vai disputar a Liga e agora como capitão. Difícil saber o que esperar deste time desfalcado.



  • Vitor

    Sei que é regime cubano e temos que aceitar, mas essa imposição de ter de jogar em Cuba mesmo sem uma liga profissional é absurda. Acaba acontecendo isso tipo de coisas. Os jogadores vão em busca do futuro mesmo que isso custe uma vaga na já combalida seleção cubana. Jogar em times melhores, ganhar dinheiro e outras coisas são sonhos de todos os atletas. Difícil pensar que seria diferente com eles. Que brilhem muito no campeonato que disputarem. E de preferência façam o caminho do Camejo. rs

  • Ismael Colomaca

    O regime cubano é ultrapassado e velho. Eu apoio os atletas que desertam !

  • Álvaro Médio

    Pro voleibol, isso é ruim!

    Pra seleção, é ótimo!! Menos um adversário. Leon é bom, mas sozinho não faz verão!

  • tigrao

    Os atletas cubanos sempre foram USADOS por essa DITADURA INSANA de CUBA, em detrimento de suas liberdades individuais sao obrigados a servir ao regime, sao tratados como SERVOS do GRANDE SENHOR FEUDAL DO ARCAICO ESTADO CUBANO… NAO bastasse isso foram discriminados pelo FANFARRAO LULINHA aqui no BRASIL que devolveu atletas fugitivos desse regime as garras CUBANAS e insiste em manter UM ASSASSINO ITALIANO, O TAL BATISTI, sob a protecao do pavilha nacional.

  • rafael

    Sou completamente a favor do regime cubano. É um pais que forma cidadão. Enquanto os garotos e garotas cubanas estão servindo ao seu pai praticando esporte, nos demais estão tacando fogo em indios em praça publica, atirandi seus proprios filhos pela janela e assassinando homossexuais sem motivos…

    • benito montenegro

      Os princípios éticos da sociedade revolucionáaria cubana conquistaram o reconhecimento universal e as
      vitórias do pequeno país, em todas atividades intelectuais e esportivas desprezam contradições. Fique no voleibol, núcleo deste enfoque. Quem é o país lesado e quem é o país imoral, o sistema sócio-eco –
      nomico que produz jovens de qualidades admiráveis tecnicamente, a partir da natureza humanista que
      o caracteriza, dando condições dignas a TODOS cidadãos, não havendo neste país ( segundo a Unesco)
      num uma só criança perambulando nas ruas ou o rico país colonialista europeu que, sem proteger seus
      jovens, tem de buscar os bem formados do pequeno país antilhano.
      PS- Frase de Fidel Castro: ” Nossa missão responsável é a formação e proteção dos seres humanos; não
      a formação de individualikdades.

  • Afonso (RJ)

    Não estou aqui para defender o regime cubano. Longe disso. Sou apologista ferrenho da democracia. Mas gostaria de lembrar a todos de um fato:

    No Brasil, todo aquele que recebe financiamento por um órgão público (como CNPQ, FAPERJ, FAPESP, etc…), fica automaticamente impedido de se mudar para o exterior, por um período mínimo de 2 anos. Isso é lei. A justificativa, é que se foi feito um investimento na formação do indivíduo com dinheiro público, o beneficiário deverá permanecer no país por um certo período para que haja um mínimo de retorno para a sociedade. Em outras palavras: nossa lei tenta impedir que outros colham os frutos do nosso investimento.

    Apesar de serem coisas diferentes, esporte e educação não deixam de estar interligados. Acho que deveríamos pensar nisso antes de “criminalizar” a atitude cubana em relação aos seus atletas.

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