Liga Mundial com 28 equipes é uma mistura das Séries A e B



A edição 2014 da Liga Mundial terá um acréscimo de dez times e será disputada pelo número recorde de 28 participantes.

Uma quantidade assustadora para quem, em quase 20 anos, teve um formato enxuto, com 12 seleções em sua primeira década de existência e depois chegou a 16 entre 2006 e 2012 . Em 2013, o número saltou para 18, algo que já me parecia exagerado.

Agora, essa Liga Mundial anabolizada passará a ser jogada simultaneamente pela elite do vôlei mundial (os Grupos A e B), por uma camada intermediária (Grupos C, D e E) e uma espécie de Série B nos Grupos F e G. Todos eles terão quatro times em cada (veja abaixo).

Pelo regulamento, os dois primeiros dos Grupos A e B se classificarão para a fase final, que terá ainda o país-sede. O sexto representante sairá dos demais grupos, a partir da seguinte fórmula: após a fase de classificação (antigo esquema de dois jogos por fim de semana contra o mesmo rival), haverá um quadrangular final dos Grupos F e G e o vencedor estará classificado para disputar um outro quadrangular, desta vez contra os vencedores dos Grupos C, D e E. O vencedor deste segundo mini-torneio vai ser o sexto integrante da verdadeira fase final. Conseguiram entender?

O que não me convence, além do número de participantes, é ver uma seleção enfrentar rivais bem mais fracos e ter um atalho para a fase final. Na minha modesta opinião, bastava criar uma Liga Mundial com primeira e segunda divisões, com regras claras de acesso e descenso. Você joga no seu nível durante um ano e se for bem sucedido sobe na temporada seguinte para a elite. Simples assim.

O que vocês acharam?

Abaixo, os grupos da edição 2014 da Liga:

Grupo A: Brasil, Itália, Polônia e Irã

Grupo B: Rússia, EUA, Bulgária e Sérvia

Grupo C: Bélgica, Canadá, Austrália e Finlândia

Grupo D: Argentina, Alemanha, França e Japão

Grupo E: Holanda, Coreia, Portugal e República Tcheca

Grupo F: Tunísia, Turquia, Cuba e México

Grupo G: Porto Rico, China, Eslováquia e Espanha

 



  • leandrofreire@crcmg.org.br

    Colocaram um brasileiro no comando. Tinha que virar uma merda. Ary desgraca ta fudendo o volei mundial.

    • Cadu

      Você realmente acha que ele toma as decisões sozinho? A FIVB é uma entidade democrática, se essas mudanças estão ocorrendo é porque tem gente apoiando, ver tantas seleções podendo participar de competições de alto nível é ótimo para a popularização do vôlei.

  • leandro

    Colocaram um brasileiro no comando. Tinha que virar uma merda. Ary desgraca ta fudendo o volei mundial.

  • Caco

    O que regula as escolhas do vôlei é o dinheiro. Simples assim… Basta olhar para a exclusão de Cuba da lista dos qualificáveis para a fase final.
    O que Japão, República Checa, Coreia, Austrália, etc tem de mais importante do que Cuba? Os cubanos estão em sétimo no ranking mundial e foram os finalistas do último mundial. É bem verdade que os problemas referentes à política cubana afetaram e muito o desempenho de suas equipes. No entanto, mesmo atuando extremamente abaixo do que poderiam, são muito mais fortes do que vários times das chaves C, D e E e muito mais perigosos para as grandes equipes. Bateram Brasil em 2012 e Rússia em 2013. Sem mais!

  • Newton

    Ideia mirabolante que brota da cabeça de um brasileiro, acostumado com os campeonatos confusos que existem por aqui

  • Afonso RJ

    Nesse ponto sou favorável. Émuito complicado se fazer comparações entre esportes, especialmente futebol. Mas a Copa do Mundo foi inchada para 32 times, com a entrada de várias “barangas” na competição, e isso só fez popularizar e abrilhantar o evento. Sepre aparece alguma equipe teoricamente fraca que acaba por se tornar “a sensação” do momento. Já aconteceu com equipes africanas e na última copa com o próprio Uruguai.

    Acho que se conseguirem no vôlei uma fórmula de disputa que permita a presença de mais times nas competições de ponta, isso só vai trazer benefícios ao esporte. Para falar a verdade, sinto muita falta de equipes como a Alemanha e Holanda, por exemplo. Mas o segredo todo da coisa é a fórmula de disputa. A competição não pode ficar muito longa ou com excessivo acúmulo de jogos por equipe. Para isso, que entre em cena o “Bom Senso Vôlei Clube”.

    • Jairo(RJ)

      Afonso concordo em grande parte com você. Só tenho opinião diferente ao BOM SENSO… Com Ary Graça, desculpe o trocadilho mas só rindo!

  • gilberto

    olá Daniel, boa tarde!
    olha só, sobre sua ideia em ter primeira e segunda divisão eu concordo em número gênero e grau, até fiz um esboço da competição tendo em vista as seleções que mais se destacaram no cenário mundial nos últimos anos, vamos a eles:
    1ª D.
    EUROPEUS: Rússia, Itália, Sérvia, Polônia, Bulgária, França, Holanda e Croácia.
    AMÉRICAS: Brasil, Argentina, Cuba, USA, Canadá.
    ÁSIA: Japão, China e Irã.
    estes divididos e quatro chaves onde o primeiro mais o segundo melhor e o pais sede farão as finais. sendo que os dois últimos cairão para a 2ª divisão.

    2ª D.
    EUROPEUS: Eslováquia, Espanha, Finlândia, Turquia, Tunísia, Portugal, Alemanha, Bélgica, R.Tcheca.
    AMÉRICAS: México, Porto Rico e Venezuela.
    ÁSIA: Austrália, Coreia do Sul.
    ÁFRICA: Tunísia, Egito.
    estes também divididos em grupos como na primeira divisão onde as duas seleções que disputarem o titulo sobem pra primeira divisão do ano seguinte.

    o que vc achou?

  • Newton

    Credo, vão transformar a “Liga Mundial” em “Copa União”, com seus módulos málucos

  • Valdir

    Acho que a idéia é transformar a liga mundial num torneio tipo a Copa Davis, mas ainda não acertaram o formato.
    A copa davis é disputada por 16 países no grupo mundial, e aí tem os zonais, onde cada zonal garante 1 país pra enfrentar um dos 8 perdedores do grupo mundial no fim do ano, pra ver quem sobe e quem desce. No fundo são quase 100 nações jogando, se não me engano. É um modelo que serviria pra liga mundial.

  • Lincoln

    Acho válido a tentativa de popularizar o vôlei no mundo, dando chances às seleções de menos expressão, no cenário mundial, ganhem experiência…

    O esquema de acesso e rebaixamento também é interessante já que a liga mundial é muito comercial… Teve anos que Finlândia e Portugal jogavam a liga nas não conseguiam jogar o Mundial porque não conseguiam vaga pelas classicatórias europeia…

    Quanto a fórmula, pelo que li em outros sites, os integrantes do grupo F e G já entram na competição sem chances de disputar a fase final e não participam do quadrangular com as equipes do grupo C, D e E…

    Quanto a escolha de quem fica em cada
    bloco de grupos é questinável… Mas tinha que ser escolhido e nem sempre o ranking mundial é a forma mais correta… Tendo agora o acesso e rebaixamento, as seleções vão ter que mostrar em quadra o motivo de estar em tal nível de grupo…

    Agora falta ficar claro a forma de acessos e rebaixamento entres os blocos de grupos… Tem que ser fator técnico. Já aconteceu de se utilizar a quantidade de torcedores como critério para ficar ou não na disputa da liga…

    Uma coisa que pode acontecer, por exemplo: como rebaixar uma equipe que faz a pior campanha entre as equipes do grupo A e B sendo que ela é a anfitriã da fase final… Pelo menos o sexto lugar está garantido…

    Como um apaixonado pelo vôlei, quero ver bons jogos… Irã já pode ser uma realidade… Eslováquia fez um bom europeu… Que volte e se mantenha a força de seleções que tiveram algum destaque em algum momento no cenário mundial como Holanda, Espanha, Cuba… Só jogando para isso acontecer e a liga mundial inchada proporciona isso…

  • dan

    Daniel , só me diga uma coisa, como Cuba está na Segunda Divisão? Tudo bem não está nos seus melhores momentos, mesmo assim o Japão que foi pior do que Cuba na liga passada, está num grupo intermediário, completamente sem noção essa fórmula, a idéia pode até ser válida, mas a distribuição dos Grupos é totalmente sem critério.

  • Concordo plenamente,acho q o Ary anda muito empolgado e fazendo bobagens no comando da federação. como sou fanatico por voleibol, poderia fazer o seguinte: 24 seleções poderiam disputar a liga mundial, saindo 2 de cada grupo, incluindo o país sede é claro,assim ficariam 8 times na fase final. ou. criaria uma 2ª divisão. os 3 melhores seriam promovidos, enquanto os 3 piores na elite seriam rebaixados. simples assim. outra coisa. ainda ñ meacostumei com essa regra de 21 pontos na superliga,para mim deixou a nossa superliga sem graça. ainda estou tentando me acostumar.

  • Camilo Campos

    E se o FluminenC disputar corre o risco de ele cair nessa divisão intermediária e depois voltar sem disputar o quadrangular final????

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