Na Liga das Nações masculina, se a primeira impressão é a que fica…



Era apenas a estreia, mas tinha cara de partida decisiva em reta final de campeonato.

Assim defino o clássico Sérvia 0 x 3 Brasil, parciais de 25-22, 25-22 e 26-24, pela primeira rodada da Liga das Nações masculina, nesta sexta-feira, em Kraljevo.

Renan Dal Zotto iniciou a temporada com um sexteto titular campeão olímpico (Bruninho, Wallace, Lipe, Maurício Borges, Lucão e Maurício Souza), além de promover a estreia de Murilo como líbero em uma partida oficial.

Do lado sérvio, Nikola Grbic também optou por força máxima na estreia: Jovovic, Atanasijevic, Ivovic, Uros Kovacevic, Lisinac, Podrascanin e Rosic.

E com tantos jogadores de renome o jogo só poderia ter um bom nível técnico.

Admito que fiquei surpreso positivamente com a fluidez no jogo brasileiro. Entrosamento já era de se esperar pela base se conhecer há tempos, mas vi um time solto, errando pouco, controlando as ações e principalmente com muito volume de jogo na defesa.

Bloqueio brasileiro de olho nos movimentos do levantador Jovovic (FIVB Divulgação)

Com uma atuação tão segura, o triunfo foi mais do que merecido. Wallace, no duelo particular com Atanasijevic, terminou com 17 pontos. O sérvio anotou 15. Além da virada de bola quase perfeita (colocou no chão 11 de 13 bolas recebidas), o oposto brasileiro foi importante na marcação do canhoto Uros Kovacevic: foram três tocos no ponta e cinco no total.

A destacar também os 12 pontos de Maurício Borges.

– Temos ainda muito a melhorar, mas tivemos foco, sempre com a torcida contra, defendemos bem, tivemos volume. Primeiro passo de um longo caminho foi dado. Estamos de parabéns hoje – disse Bruninho ao SporTV.

Também é registro de citação um desafio do desafio solicitado durante o jogo, ainda no primeiro set. O Brasil solicitou para comprovar que um ataque sérvio foi diretamente para fora, sem resvalar no bloqueio. Acertou. A Sérvia “contra-atacou” e pediu ajuda eletrônico do mesmo lance, alegando que o block brasileiro tocou na rede. Errou.

– 3 a 0 não é normal em uma partida com a Sérvia, candidata a chegar sempre em finais de qualquer competição. Mas foi importante sim começar bem, isso dá confiança. Fomos um time corajoso no fim dos sets e a maturidade pesou – analisou Renan Dal Zotto, que adiantou a ideia de mexer no time-base para o decorrer da etapa sérvia.

Neste sábado, outra expectativa de jogaço na Liga das Nações, com Brasil x Itália, às 11h. A Azzurra estreou com triunfo sobre a Alemanha por 3 a 1 e conta novamente com Zaytsev e Juantorena, personagens da campanha na Rio-2016. Para nossa alegria, campanha finalizada com a prata.

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