Um jogo proibido para cardíacos em Cracóvia



O que foram os dois últimos sets de Brasil x França, senhoras e senhores?

Emoção, tensão, alternâncias no placar, belos pontos, decisões importantes no desafio eletrônico da arbitragem. Até desisti de tuitar na reta final para não perder nenhum lance.

Para satisfação geral da nação, as duas parciais foram fechadas pelo Brasil (28-26 e 33-31), encerrando a semifinal da Liga em 3 a 1 e garantindo a presença verde-amarela na final de amanhã contra a Sérvia. Marca a volta por cima de um time que não conseguiu vaga nas semifinais da última Liga, no Rio de Janeiro. Não vou me estender pois é o tema de minha coluna de amanhã no LANCE! e estará no ar por aqui durante o domingo.

Wallace terminou a semi com 29 pontos, colocando no chão 25 de 43 bolas recebidas, além de fazer dois pontos no bloqueio e outros dois no saque. Ficou à frente de Rouzier (27), o principal definidor francês. Mas não dá para chamar o oposto de destaque isolado do Brasil.

Wallace voa para encarar o bloqueio francês (FIVB Divulgação)

Wallace voa para encarar o bloqueio francês (FIVB Divulgação)

Eder, por exemplo, entrou numa fria, após Maurício Souza sentir dores musculares na lombar no terceiro set. O central titular vinha bem em quadra, com cinco pontos de bloqueio e quatro no ataque. Mas o reserva se transformou em decisivo no quarto set. Foi para o saque com o Brasil perdendo por 16 a 10. Saiu de lá com o time vencendo por dois pontos. Fez apenas um ace, mas botou pressão na recepção francesa, ajudando o bloqueio a construir a virada.

Lucarelli, com 18 pontos, também foi importante na virada de bola, com o melhor aproveitamento do jogo no ataque: 60%. Lucão, com 12, foi acionado por Bruninho em momentos decisivos. Maurício Borges, mesmo com números mais baixos do que na véspera contra os Estados Unidos, se firma como titular a cada dia.

Mas prefiro encerrar o texto com o elogio para a atuação coletiva do Brasil no primeiro set. Ela não pode ser minimizada após a emoção das outras parciais. A vitória por 25 a 16 foi construída com uma atuação quase perfeita. A defesa, liderada por Escadinha, tocando em quase todos os ataques franceses, marcação implacável do bloqueio em Ngapeth, virada de bola impecável e poucos erros. Um exemplo de atuação para a Rio-2016 que vem por aí!

 



  • Rodrigo Rodrigues

    O que foi aquela passagem de saque do Éder no quarto set? Nem acreditei. E foram duas parciais nervosas mesmo.

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