Falta um jogo para o deca na Liga



O Brasil está pela 16ª vez na final da Liga Mundial. Nesta sexta-feira, com uma clima bem mais agradável em Curitiba e consequentemente dentro da Arena da Baixada, a Seleção derrotou os Estados Unidos por 3 sets a 1, parciais de 25-20, 23-25, 25-20 e 25-19.

Neste sábado, na sessão-corujão das 23h, o time comandado por Renan Dal Zotto enfrentará a França, que bateu o Canadá também por 3 a 1. Globo e SporTV transmitem. O Brasil luta pelo decacampeonato, que bate na trave há seis anos.

A primeira decisão do novo comandante à frente do Brasil foi garantida após a melhor atuação do time nesta fase final. E destaco a virada de bola como característica a ser elogiada inicialmente. Com todos os jogadores começando muito seguros tanto no ataque quanto no contra-ataque, aumentou a tranquilidade para Bruninho poder distribuir as bolas sem sobrecarregar os homens de confiança (Wallace e Lucão).

O nível altíssimo do primeiro set caiu no segundo e foi a partir daí que os americanos equilibraram as ações. Mérito dos EUA, com defesa e bloqueio mais encaixados.

O segundo aspecto decisivo para o triunfo sobre os americanos foi a diminuição na quantidade de erros. Depois de dar um set inteiro em erros de saque para os russos, na véspera, o Brasil adotou praticamente o lema “erro zero”. Em toda a primeira parcial da semi, foram apenas dois pontos dados de graça para os americanos.  Uma marca excelente. O número cresceu no decorrer do jogo, algo normal, mas sem os níveis dos jogos anteriores em Curitiba. O time chegou ao quarto set com 14 erros no total. Bem aceitável. Como comparação, os Estados Unidos somavam 27 no mesmo momento da partida (placar acabou 19 a 35).

Do lado americano, John Speraw encontrou no ponta Muagututia a opção de banco para equilibrar passe e virada de bola. O Brasil demorou para “ler” o estilo mais técnico de atacar, quase sempre explorando o bloqueio.  Com ele em quadra, Sander pôde fazer mais diferença na virada de bola, até então muito dependente de Patch.

O fundamento que ficou devendo foi o bloqueio. O primeiro ponto do Brasil desta forma aconteceu com o placar mostrando 19 a 22, no segundo set, com Lucão. No total foram cinco pontos de block.

Com o jogo mais igual, apareceu outra virtude brasileira: o volume de jogo. A defesa apareceu em momentos importantes da semifinal, com Lucarelli, Bruninho e os dois líberos, já que Thalles e Tiago Brendle se revezaram nesta sexta. É justo também citar as diversas passagens de Maurício Souza pelo saque que fizeram estrago no passe americano. A última terminou com o ace que fechou a semi.

Sander foi o maior pontuador do jogo, com 20 acertos, seguido por Wallace, com 18.

 



  • L. Mesquita

    Mauricio Borges e Bruno Rezende são os melhores jogadores do Brasil nas estatísticas, enquanto Mauricio Borges é o Melhor Passador da Liga Mundial, Bruno é o Melhor Levantador. A estratégia de revezar Thales Hoss e Thiago Brendle como liberos está funcionando muito bem! E o saque hoje foi muito mais inteligente, sem ser suicida! Parabéns ao Renan Dalzoto pelo conjunto da obra! Da pra ver bem a assinatura do Renan como novo técnico nas estratégias dos liberos e dos saques, principalmente!

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