Jogadores, vocês têm a força!



Pessoal, a coluna Saque publicada hoje no Diário LANCE!, na íntegra.

Uma manifestação isolada de um campeão olímpico e mundial, no Twitter, o apoio maciço de jogadores e torcedores garantido em minutos e uma resposta positiva ao pedido por parte da Confederação Brasileira de Vôlei, no mesmo dia.
 
O exemplo acima aconteceu na quinta-feira. O meio-de-rede Gustavo, do Pinheiros/SKY, reclamou de o vôlei brasileiro não ter um Jogo das Estrelas, algo comum na Itália (confronto entre os melhores italianos contra os estrangeiros) e em qualquer esporte americano, no qual o All-Star Game é um dos eventos mais aguardados da temporada. Recado direto para a CBV, que organiza a Superliga. No microblog, o termo #jogodasestrelas virou febre.
 
“Cadê o Jogo das Estrelas do Vôlei??? É tão difícil assim escolher dois técnicos que escolheriam dois times?? Decepcionado!!!” , escreveu o jogador.
 
A reclamação de Gustavo faz ainda mais sentido quando ele compara o vôlei, segundo esporte na preferência dos brasileiros, com o basquete. No masculino, por exemplo, enquanto o time de Bernardinho é tricampeão mundial e medalhista de ouro olímpico, o “rival” não disputa uma Olimpíada desde Atlanta-96 e no último Mundial foi apenas o nono colocado. 
 
“NBB que está na sua 3ª edição já tem Jogo das Estrelas e ainda está tentando lançar um campeonato Sub-20. Daqui a pouco mudo de esporte!!!”, reclamou.
 
A resposta da CBV foi quase imediata.
 
“Segundo o gerente da Unidade de Competições Nacionais, Sérgio Negrão, a iniciativa do Gustavo é ótima, entretanto não foi possível executar essa ideia nesta edição da Superliga. A organização não tem datas disponíveis, nem gostaria de sobrecarregar as equipes. Ainda segundo o gerente, na Superliga 2011/2012 o Jogo das Estrelas está garantido no calendário da competição”, escreveu a CBV, por intermédio de sua assessoria.
 
É a prova que os jogadores devem, sim, ser mais atuantes. Já reclamaram de calendário e foram atendidos nesta temporada. Começam a reclamar de horário dos jogos e condições dos ginásios. Devem ser mais incisivos. Para isso, basta a formação de uma comissão de atletas, que passará a dar voz oficialmente para os pedidos, sugestões e reclamações. É a hora de mostrar, jogadores, que vocês querem realmente ajudar a melhorar o esporte.



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