Itália e Sérvia na primeira final europeia do Mundial feminino



A primeira decisão 100% europeia definirá a nova campeã mundial feminina de vôlei, no Japão.

Itália e Sérvia superaram, nesta sexta-feira, nas semifinais China e Holanda, respectivamente. Foram dois jogos de alto nível técnico e com as jovens opostos como principais protagonistas.

A Azzurra contou com impressionantes 45 pontos de Egonu para superar as chinesas, campeãs olímpicas, no tie-break, parciais de 25-18, 21-25, 25-16, 29-31 e 17-15.

Já escrevi durante o Mundial que esta Itália chegou para ficar no topo do cenário internacional. Mas a cada jogo o time de Davide Mazzanti chama a atenção. A maturidade de um grupo tão jovem, em um jogo apertado, contra um rival que ostenta o título olímpico, merece destaque.

E o que dizer de Egonu, apenas 19 aninhos? Ela recebeu 88 bolas (!?!) e colocou 39 delas no chão. Fez ainda cinco aces e mais um ponto no bloqueio. Disparou como maior pontuadora do Mundial e é candidatíssima ao prêmio de MVP caso a Itália repita 2002 e conquiste o título.

O voo do fenômeno Egonu (FIVB Divulgação)

Foi a maior pontuação do Mundial feminino em todos os tempos. A marca anterior era de Yelena Pavlova, do Cazaquistão, na edição de 2006, em partida contra os Estados Unidos.

Algo diferente neste jogo foi Mazzanti ter mantido o time titular em quadra em praticamente toda a partida. Cambi entrou para sacar em todos os sets, enquanto a líbero Parrocchiale entrou no segundo set uma vez para melhorar o passe. Fora isso, mais nenhuma alteração, sem inversão de 5-1, nadinha.

Ting Zhu terminou a partida com 26 pontos, após receber 55 bolas levantadas e colocar 23 no chão.

Já a Sérvia, vice-campeã olímpica na Rio-2016, eliminou a Holanda em quatro sets, parciais de 25-22, 26-28, 25-19 e 25-23.  Foram 29 pontos de Boskovic (25 no ataque, três no bloqueio e um no saque) e mais 23 de Mihajlovic (21 no ataque, um no block e um ace).

Com uma protagonista e uma fiel escudeira sendo muito bem servidas pela levantadora Ognjenovic, a Sérvia mostra solidez ofensiva e parece cada vez mais preparada para ganhar um grande título. Bateu na trave na última Olimpíada e terá nova chance no Mundial.

Comemoração sérvia com a classificação para a final (FIVB Divulgação)Para mim, o técnico Zoran Terzic tirou o bilhete premiado com o retorno de Ognjenovic. Ela passa segurança para as atacantes, é inteligente na distribuição, além de ser uma das líderes deste elenco, ao lado da central Rasic. Leva meu voto para a melhor da posição neste Mundial.

Pelo lado holandês, a oposto Sloetjes terminou com 23 pontos. Taticamente, faltou para a Holanda achar a Sérvia no bloqueio. Foram apenas quatro pontos no fundamento. Um número que se explica facilmente pela eficiência do trio citado nos parágrafos acima.

Programem o despertador para a manhã deste sábado. A partir das 7h40 a promessa é de um jogaço!

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