Isso sim é uma crise de verdade



Durante a semana,  Eduardo Bernardo, leitor do blog, já havia comentado sobre a confusão na Bulgária. E o assunto merece mesmo um post, como sugeriu o Sidronio Henrique.

Para quem não sabe, Matey Kaziyski, astro do time, anunciou que não disputará os Jogos Olímpicos de Londres, por não aceitar a troca no comando da seleção masculina.

A entrevista de Kaziyski, ao anunciar que não irá disputar a Olimpíada, foi muito polêmica. E ainda rende por aqueles lados da Europa.

O ponta foi muito sincero e criticou abertamente Martin Stoev, escolhido pela Federação local para substituir Radostin Stoychev, além de escancarar o racha com os cartolas do país, chamados até de mafiosos.

Percebam pelas respostas curtas e diretas o grau de insatisfação de Kaziyski:

– Por que você disse que Martin Stoev é um técnico fraco?
Porque ele é. É o meu julgamento particular como um atleta profissional.

– Então, como você ganhou duas medalhas (bronze no Mundial 2006 e na Copa do Mundo 2007) com Stoev?
Com um time forte. Não com um técnico forte.

– E como você atuando…
Com meus companheiros na quadra. Não sozinho.

Nos últimos dias, torcedores protestaram em frente à Federação Búlgara de vôlei. Aproximadamente 15 mil pessoas aderiram a um abaixo-assinado que pede a saída do presidente Dancho Lazarov e sua equipe. Os participantes estão pedindo apoio para fãs do futebol, com o intuito de mostrar, durante as finais da Liga Mundial, em Sofia, o tamanho da insatisfação do país.

Já a insatisfação de Kaziyski começou a ganhar corpo durante o primeiro Pré-Olímpico em Sofia. Stoychev foi demitido após uma derrota. O time se rebelou, ameaçou não jogar mais e o comandante foi mantido para o outro Pré-Olímpico que também aconteceu na capital búlgara. Já este terminou com o time garantido em Londres. Os atletas acreditavam que a conquista da vaga seria suficiente para que ganhassem o braço de ferro com a federação. Mas isso não aconteceu, mesmo após conversas até com integrantes do governo.

– Eles (a Federação) esperaram um erro nosso, uma derrota, e demitiram o técnico. A Federação não pode se levantar contra a seleção nacional e esperar que nós (jogadores) tenhamos confiança neles, que os representemos em quadra.

Outros jogadores devem seguir o exemplo de Kaziyski. Sokolov, oposto e ex-companheiro do ponta no Trentino, e Todorov, central, não deverão estar em Londres.



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