Irã, quem diria, é o único invicto na Copa



Brasil, Itália, Estados Unidos, França. As quatro potências estão atrás do Irã após duas rodadas da Copa dos Campeões.

Na madrugada desta quarta-feira, em Nagoya, a Seleção Brasileira caiu diante da Itália por 3 sets a 2, parciais de 15-25, 27-25, 27-25, 18-25 e 15-12. O resultado deixou os dois rivais com uma vitória e uma derrota na competição, mesma campanha dos americanos, derrotados na rodada pelos iranianos também no tie-break (20-25, 17-25, 27-25, 25-21 e 15-12). A França passou pelos donos da casa em sets diretos para embolar de vez a classificação.

A recuperação da Azzurra na Copa aconteceu apesar dos 41 pontos dados de graça para o Brasil. Mérito, em grande parte, do saque e da atuação do oposto Vettori, autor de 27 pontos.

Lanza encara o bloqueio brasileiro (FIVB Divulgação)

Lanza encara o bloqueio brasileiro (FIVB Divulgação)

– Sempre digo para os meus jogadores que é importante saber quando sacar forte e quando é preciso variar, mas sempre tendo consistência. No tie-break, nós assumimos o risco com nosso saque e vencemos – disse Gianlorenzo Blengini.

O capitão brasileiro Bruninho lamentou as dificuldades do Brasil na partida.

– A estratégia deles era clara: sacar bem e esperar a quebra da nossa recepção. E ela foi bem sucedida. O saque foi o fator decisivo hoje. Nossa defesa e nosso passe não estiveram bem. Em 2003, nós também perdemos para eles e conseguimos sair com o título. Então não vamos desistir. Temos três jogos pela frente e esperamos vencer todos.

Já o Irã, que já havia derrotado a Itália, fez dos EUA a segunda vítima na Copa. E a frase do levantador Marouf explica bem o espírito deste time iraniano:

– Nós jogamos sem medo.

Além disso, a troca de Ghaemi por Manavinezhad melhorou o passe e deu consistência para o ataque, fatores decisivos para a virada. Ebadipour, com 18 pontos, foi o maior anotador da partida, seguido por Anderson e Sander, os craques americanos, com 17.

Nesta quinta, os times folgarão. E no retorno o duelo que abrirá a rodada, às 0h40 (de Brasília), será entre Brasil x Irã. Decisivo principalmente para o time de Renan Dal Zotto, que estará virtualmente fora da briga pelo título em caso de novo revés. Completarão a rodada França x EUA e Itália x Japão.

 

 



  • L. Mesquita

    O volei masculino é MUITO EQUILIBRADO e as equipes são muito parelhas. Ainda mais num torneio como a COPA DOS CAMPEÕES que já é dificílima por ser um TORNEIO DE PONTOS corridos e dpois disso, como o próprio nome do torneio sugere, só tem equipes CAMPEÃS na COPA DOS CAMPEÕES.
    O IRAN é uma equipe muito alta e forte que saca e bloqueia bem. Agora em 2017, assumiu o técnico IGOR KOLAKOVIC que já havia feito um excelente trabalho durante os OITO anos que passou no comando da SERVIA.
    A Federação Iraniana investiu pesado. Fez inclusive proposta tentadora ao Bernardinho, que, no entanto, optou por não sair do RIO DE JANEIRO e ficar perto da família. Em seguida, contratou KOLAKOVIC e o resultado está aí com o IRAN sendo o único invicto desta disputadíssima COPA DOS CAMPEÕES,.
    Resta saber por quanto tempo durará essa invencibilidade, já que o próximo jogo contra o BRASIL é praticamente uma decisão do título, se o IRAN vencer, praticamente põe as mãos na TAÇA. Já o Brasil, necessita da vitória para almejar ao Ouro no torneio.

  • silas antares

    Todo cuidado com o Irã será pouco, uma seleção que sempre jogava bem contra as potências do vôlei mas que nas horas decisivas dos sets finais sempre amarelava e perdia. Agora parece que amadureceram e estão mais confiantes e pacientes. Por isso não acho surpresa essas duas vitórias contra Itália e EUA, eles vem perseguindo isso já um bom tempo. Será que chegou a hora do Irã? Seria legal se fossem campeões dessa copa. Já imaginou o que representaria esse título para o povo iraniano que já se apaixonou pelo vôlei? Meu Deus ficaram louco de alegria, e o vôlei no país ganharia mais popularidade do que já tem..

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