Íntegra da coluna



Caros, segue, como prometido a íntegra da coluna do LANCE! publicada hoje.

O quanto é preciso ficar preocupado

Admito que este início de Campeonato Mundial feminino está estranho. Alguns favoritos patinam, outros se afundam, enquanto times médios, sem grandes resultados internacionais, colocam as manguinhas de fora.

O efeito desta situação “derruba palpite” é deixar ainda mais improvável uma competição sem um bicho-papão. Os prognósticos  são cada vez mais arriscados. E olha que estamos na primeira fase, longe do momento decisivo.

O Brasil, que poderia ser o grande nome, apoiado pelo título olímpico de 2008, já comprovou a falta que sente de Paula Pequeno e Mari. O triunfo suado, no tie-break, diante da República Tcheca deixou nítida a dependência ofensiva do time na oposto Sheilla, autora de 27 pontos.  O meio-de-rede, que havia brilhado contra o Quênia, desta vez foi menos acionado. Natália e Jaqueline, nas pontas, tiveram um aproveitamento baixo no ataque. Assim, é nítido que as levantadoras vão apelar mesmo para a bola de segurança com Sheilla. Contra um rival mais gabaritado, a estratégia poderá ser suicida. Como bem disse José Roberto Guimarães após o triunfo sobre as tchecas, um título mundial não se ganha sem regularidade. Por enquanto, é uma ótima definição para o Brasil, que tem bola para deixar os adversários com muito mais medo.

Já entre os concorrentes, Cuba é a grande decepção. Duas derrotas por 3 a 0 para Croácia e Alemanha. Na melhor das hipóteses, vai avançar para a segunda fase como quarta colocada do Grupo C. As caribenhas podem esquecer qualquer sonho de pódio. Bom ficar de olho nas alemãs, muito bem dirigidas pelo italiano Giovanni Guidetti. O teste contra as americanas é um ótimo parâmetro para o restante do torneio.

A pseudo-favorita Rússia, por enquanto, é o time da virada. Foi capaz de perder o primeiro set para República Dominicana e Turquia, respectivamente, e depois vencer parciais por 25-9 e 25-11, por exemplo. Prova de instabilidade total, mesmo mal que atinge as brasileiras. E também as americanas. Ah, e as italianas…

Com este panorama, não é apenas o time de Zé Roberto que acendeu o sinal amarelo. Até por isso, a preocupação, por enquanto, não deve ser exagerada.



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