Instabilidade da Seleção feminina ainda preocupa



Vitória sobre a Rússia por 3 a 1, de virada, e derrota para a Polônia por 3 a 2, com dupla virada.

As duas primeiras partidas da Seleção Brasileira feminina no Torneio de Montreux, na Suíça, reforçam a preocupação com a instabilidade já demonstrada em outros momentos da temporada.

A pouco mais de três semanas da abertura do Campeonato Mundial no Japão, o Brasil ainda oscila demais dentro dos jogos. A começar pelo fundamento que mais dá dor de cabeça nos últimos tempos: o passe.

A volta de Fernanda Garay é um alento. A campeã olímpica transmite segurança, mas ainda cumpre um planejamento físico especial, jogando dois sets por jogo. Contra a Polônia, Gabi sofreu demais com a busca constante das sacadoras.

Imagem do duelo entre Brasil e Polônia (Divulgação)

Com o passe quebrado com frequência, Dani Lins e Roberta jogaram parte das partidas em Montreux sem a utilização das centrais. Algo que custa ainda mais caro para o Brasil com a ausência de Tandara, em recuperação de um problema no ombro, e acostumada com os pepinos.

Concordo com o comentário de Fofão, na ESPN, nesta terça. Muitas vezes as atacantes já estão pensando na ação ofensiva antes da realização do passe. Essa “pressa” gera erros, muitas vezes em sequência.

Também ainda vejo o volume de jogo da Seleção Brasileira muito aquém do que o potencial já demonstrado. Largadinhas, por exemplo, foram uma arma muito utilizada pelas polonesas.

As circunstâncias acima estão ligadas a um outro fator importante: concentração.

Some-se a tudo isso as dificuldades físicas enfrentadas pela equipe nos últimos meses, com algumas jogadoras, como Natália, Thaisa e Dani Lins, em busca de um estágio ideal, além de outras em recuperação de lesões. E tenha um Brasil ainda em formação, demonstrando fragilidades e tentando recuperar a confiança.

O tempo é curto e existe um bom espaço para crescer. Acredito em uma Seleção bem mais consistente no decorrer do Mundial.

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