Impressões sobre as medidas anunciadas pela CBV



O resultado da reunião de ontem entre CBV, clubes e Conselho Gestor dividiu opiniões no meio do vôlei. Preferi ouvir antes de emitir as minhas.

Sobre a definição da sede das finais da Superliga, não gostei. Esperar os dois turnos para decidir o estado que terá direito me parece tardio demais. O torneio feminino irá até 14 de março, enquanto o masculino terminará em 26 de fevereiro. As finais em jogo único estão marcadas para abril. Vamos supor que, no dia 15 de março, após definição do líder apenas na rodada final, a CBV resolve buscar um ginásio em São Paulo para a final feminina, mas o Ibirapuera já está reservado para um show religioso. E aí?

Entre as opções, eu preferia que a decisão saísse ao fim do turno. Você teria um prazo tranquilo, aumentaria o interesse dos clubes pela primeira metade da competição e também ficaria mais perto de cumprir o regulamento, que previa divulgação do lugar da final em 31 de dezembro de 2013.

É um avanço usar o critério técnico para definir, acabando com o “Mando da CBV”, como era até então. As duas  opções, porém, não resolvem todos os problemas. Não dá para garantir que, por exemplo, o Sada/Cruzeiro, caso vença a fase de classificação e garanta o mando na final, vá vencer quartas e semifinal. Assim, uma decisão em BH poderia ter dois paulistas, um paulista e um paranaense, um paulista e um carioca…

Neste caso, a minha solução seria fazer a final em modelo de playoff, em melhor de três jogos. Acho mais justo para os times, permite um jogo em casa e um fora, o que acaba “premiando” o torcedor, além de permitir, durante mais tempo, a exposição dos patrocinadores na mídia.

O segundo ponto foi a confirmação de que as próximas edições da Superliga terão um número fixo de times: 12. Julgo importante esta definição, desde que não seja atropelada ano após ano, com o aparecimento “do nada” de um patrocinador na última hora. Basta uma pesquisa na história da competição para ver como o tamanho muda a cada temporada. Vejam só:

94/95 – 10 no feminino, 12 no masculino

98/99 – 12 no feminino, 12 no masculino

99/2000 – 11 no feminino, 13 no masculino

2001/2002 – 8 no feminino, 12 no masculino

2003/2004 – 10 no feminino, 10 no masculino

2006/2007 – 8 no feminino, 15 no masculino

2009/2010 – 13 no feminino, 17 no masculino

Desde que as regras sejam cumpridas (os oito primeiros têm vaga, o vencedor da Superliga B subirá de fato e o torneio de acesso terá espaço no calendário), acho saudável a mudança. Resta esperar também como o mercado de patrocinadores vai reagir, já que os números discrepantes acima, na maioria das vezes, é forçado pela lei do mercado, com mais ou menos investidores a cada ano.

 

 



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