Homenagem para Canha, um craque sem marketing



André Nascimento emocionou e ficou emocionado ao completar três mil pontos na Superliga, na vitória do Vivo/Minas por 3 a 1 sobre a Fátima/Medquímica/Sogipa, nesta quinta-feira, em Belo Horizonte.

No intervalo entre o primeiro e a segundo sets, ele foi homenageado. A esposa Thais e o filho Kalel, que recebeu este nome por causa do Super-Homem, entraram em quadra com uma camisa comemorativa e entregaram uma placa. O telão da Arena Vivo mostrou uma foto do oposto com o filho no colo. Os dois vestiam a camisa do Super-Homem, personagem favorito de Canha.

– Estou muito feliz. Realmente me emocionei na hora da homenagem no meio do jogo. Principalmente quando meu filho me entregou a placa. Desabei mesmo. Estou vivendo um momento muito especial na carreira. Espero dar muitas alegrias ao Vivo/Minas e marcar muito mais pontos. Estou numa fase muito boa e quero aproveitar ao máximo, porque passa rápido. Agradeço por essa homenagem – disse o tricampeão nacional com o Minas (99/00, 00/01 e 01/02).

Canha merece a homenagem, mas não apenas pelos três mil pontos marcados. Com 1,96m, uma estatura baixa para um oposto, ele foi titular da Seleção Brasileira por um ciclo olímpico completo e ganhou tudo. Nos bastidores do time, sempre foi muito querido, justamente pelo estilo “não-tô-nem-aí”. As brincadeiras dos companheiros eram constantes.

– Ele nem deve saber contra quem jogadores amanhã – me confidenciou um deles, durante uma fase final de Liga Mundial.

Exageros à parte, Canha realmente não dava muita atenção para os rivais, o estilo de marcação, os gigantes que iriam tentar bloqueá-lo. Ele jogava uma final de Mundial como se fosse uma terceira rodada de Superliga. Talvez por isso tenha conseguido se manter no auge por tanto tempo e tenha sido um diferencial. Canhoto, rápido, cabeça boa e sem qualquer tipo de maldade, malícia ou espírito marqueteiro. 

Na entrevista coletiva após o título mundial em Roma, no ano passado, Bernardinho, ao ser perguntado sobre qual seria sua seleção ideal de todos os tempos, citou André Nascimento como um dos opostos. Justíssimo.



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