Homenagem do Minas ao técnico Young Wan Sohn



Antes da vitória por 3 a 1 sobre a UFJF, na noite de terça, o Vivo/Minas prestou uma homenagem ao técnico coreano Young Wan Sohn, que faleceu aos 76 anos, na madrugada de ontem, vítima de câncer de pulmão.

Foi feito um minuto de silêncio, que emocionou torcedores e dirigentes do clube que conviveram com Sohn.

– Foi uma grande perda, sem dúvida. Para mim a imagem daquele profissional que chegou ao Minas na década de 80 e nos fez acreditar na nossa força, no nosso potencial. Daí fomos campeões, várias vezes – disse o ex-jogador e atual assistente técnico Pelé.

Como algumas pessoas me pediram no Twitter, vou fazer um breve histórico do treinador, com ajuda de material da assessoria do Minas Tênis Clube.

“Depois de revolucionar o vôlei argentino conquistando o bronze no Mundial, o coreano veio para o Brasil, onde assumiu a equipe Fiat/Minas. Ao seu comando, os mineiros, com uma equipe jovem, quebraram a hegemonia paulista e carioca e conquistaram o tricampeonato nacional na década de 80 (1984/85/86), colocando o Minas Tênis Clube de fato na rota nacional e mundial do vôlei.

É atribuída ao coreano a mudança na forma de jogar do vôlei brasileiro, após introduzir um conceito profissional, com jogadores altos e com muita disciplina tática. Inovador, tão logo chegou ao Minas, usou a ginástica artística e trabalhos na piscina na preparação dos gigantes do vôlei. A preparação física foi aprimorada e as vitórias em quadra foram acontecendo em Minas, no Brasil e no exterior.

Sohn teve duas passagens pelo Minas, com a primeira entre os anos de 1984 a 89, com tricampeonato nacional, e outra em 1993/94. Ele ainda comandou a Seleção Brasileira que se preparava para os Jogos de Seul/1988, mas sofreu manifesto de alguns veteranos jogadores e acabou entregando o cargo. Mas deixou como legado ao time nacional várias jovens revelações.

Foram revelados no Minas pelo então técnico coreano atletas como José Francisco Filho, o Pelé, José Eduardo Gattas Baras, Henrique Arthur Azevedo Bassi, Helder Zech Coelho, Elberto Furtado Júnior, Antônio Sérgio Brandão Santos, Luiz Cláudio de Castro Figueiredo, o Cacau, Luiz Augusto da Silva, o Guto, Robson Miranda, Urbano Brochado Santiago Filho, o Urbaninho, Benjamin Oliveira Paixão, Cebola, Luiz Alexandre Rodrigues e Antônio Carlos Gouveia, o Carlão“.



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