Gostei de Gstaad



Gstaad assumiu a liderança do meu ranking de “cidade cartão-postal”. É muito difícil você não achar um belo ângulo para aquela foto de turista, sabe? E não falo de selfie, pois seria uma ofensa para as belezas naturais do lugar. Já fiz o teste no café da manhã, na estação de trem, na saída do supermercado, no meio de um jogo de vôlei de praia…

Basta olhar o site da Federação Internacional para encontrar as belezas da cidade mesmo em fotos de jogo. Olha um exemplo aqui:

Jogo numa das quadras auxiliares em Gstaad (FIVB Divulgação)

Jogo numa das quadras auxiliares em Gstaad. No fundo, os Alpes, deste lado, sem neve (FIVB Divulgação)

Eu iria chamá-la de cidade, mas aqui os suíços a tratam como vila. A explicação é o número de moradores, ou felizardos, como preferir: 6.000 segundo as estatísticas oficiais. Esse número cresce principalmente no inverno, quando Gstaad se torna um point turístico para quem gostar de esportes de neve. Agora, a cidade vive o auge do período mais quente do ano. Quase 30 graus, um absurdo para os padrões suíços. E ainda assim você pode garantir o cartão postal dos sonhos com uma foto aparecendo um pico branquinho, nevado, de algum canto dos Alpes em pleno verão.

Até pensei: que lugar bacana para viver após a aposentadoria, né? Vou falar isso com minha esposa na volta para o Brasil, na semana que vem.

Mas, logo depois do primeiro almoço, repensei o custo do meu sonho de verão. Um hambúrguer (pão, carne, alface e molhos), uma porção (caprichada de fritas) e um refrigerante de 600ml, comprados na área de serviços da arena em Gstaad, custaram 25 francos suíços. Ainda bem que comprei sem converter para real. Caso contrário teria chorado ao desembolsar quase 84 reais.

Neste caso, vale uma ponderação. Aqui é Suíça, país com renda per capital de US$ 85 mil, aproximadamente, R$ 280 mil, cerca de oito vezes mais do que no Brasil.

Mas, voltemos a falar da bela Gstaad, motivo deste post. Dei uma caminhada pela região central da vila, com lojas das principais grifes de roupa do mundo. Não me perguntem, preços, por favor. E não encontrei papéis jogados pelas ruas, muito menos bitucas de cigarro ou folders de divulgação dos eventos esportivos (além do vôlei de praia começará neste domingo o torneio feminino de tênis da WTA. Beira o “irritante” a civilidade e a educação do povo local.

Foram apenas dois dias e tenho mais uma pela frente. E acho que a curta passagem por Gstaad já me faz concordar de leve (e sem levar o custo de vida em consideração) com uma frase, que parecia bem exagerada, da atriz britânica Julie Andrews: “o último paraíso em um mundo maluco”.

 



  • AfonsoRJ

    Meu caro Daniel… compreendo perfeitamente sua admiração e compartilho suas impressões. Quem visita essas cidadezinhas européias é que percebe o abismo que nos separa delas. É o abismo que separa o caos da civilização. Há uns dois anos atrás passei um tempo em Krems, uma cidadezinha da Áustria nas margens do Danúbio, e sei bem como é (Krems não tem as paisagens de postal, mas pruduz um vinho branco maravilhoso – 🙂 ).

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